Faz 17 anos e nove meses que o gato angorá Ian conquistou o coração de Terezinha Silva França, de São Paulo. Durante todo esse tempo, tem sido tratado com tudo do bom e do melhor no que diz respeito à saúde, à alimentação e ao conforto do lar e, hoje, apesar dos problemas nos rins, comuns da idade, e de mancar um pouco, continua brincando e procurando aquele lugar quentinho para dormir. A cocker spaniel Luckita, de 10 anos, também dá demonstrações de vitalidade. Todos os dias espera sua dona, Kely Leonel (SP), chegar do trabalho na porta de entrada e mesmo com seus pêlos esbranquiçados e após um período difícil de tratamentos veterinários contra problemas renais e no fígado, está em ótima forma física - provavelmente isso se deve a dieta balanceada, caminhadas nos finais de semana e exames de rotina, além de muito afeto.
Esses dois exemplos de mascotes idosos comprovam que hoje, em meio aos avanços tecnológicos e a atenção e o carinho dos donos, os animais conseguem assoprar mais velinhas em seu bolo de aniversário. É o que explicam os veterinários Daniela dos Santos Jorge, do grupo de pets Patas e Penas e Pet Gávea (RJ), Célio Morooka e Fabiana Caviglia (SP). Segundo os especialistas,
para que os bichos cheguem à maturidade esbanjando vigor, no entanto, é necessário que recebam uma série de cuidados. "É fundamental que o animal tenha o acompanhamento de um veterinário durante toda sua vida, a começar pela consulta no momento de sua aquisição. Com isso, o profissional possui condições de avaliá-lo melhor e, dependendo do caso, diagnosticar prováveis doenças que possam ocorrer ao longo da sua existência, buscando o controle e a prevenção", orienta Célio Morooka. Quando possível, o profissional traça inclusive o histórico familiar do bichinho.
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O metabolismo fica mais lento
As vacinações e vermifugações também são uma etapa importante nesse primeiro momento. "Em geral, os cães recebem três doses das principais vacinas, com intervalo de um mês entre elas, que devem ser reforçadas anualmente", esclarece o médico. Passada essa fase, é recomendada uma visita ao especialista no mínimo uma vez por ano (filhotes e animais adultos) e a cada seis meses na velhice.
Cães após sete anos e gatos depois de 10, aproximadamente, sofrem uma redução na resistência física. O metabolismo, por exemplo, passa a trabalhar mais lentamente e, com isso, aumenta a quantidade diária de sono. Os pêlos também tornam-se esbranquiçados. A partir daí a possibilidade de eles contrairem certas doenças também aumenta. "É muito comum que venham a ter males como artrite, insuficiência renal, tumores de mama ou de próstata, catarata e piometra, que é uma infecção no útero que pode matar, além de obesidade", diz Daniela dos Santos Jorge.
Alguns desses distúrbios, no entanto, só são diagnosticados em estágio avançado, pois se desenvolvem sem que os donos percebam. Daí a importância de fazer uma avaliação anual do bicho. Existem clínicas que dispõem de exames laboratoriais complementares, como radiografias e coleta de sangue, que ajudam a detectar precocemente problemas internos, antecipando e facilitando o tratamento.
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