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Erro médico Nos últimos anos o aumento do número de denúncias no país vem preocupando os Conselhos Médicos e toda a sociedade. Mas como agir diante de um caso desses?
POR LILIAN HIRATA
QUAL O PERFIL DOS
PROFISSIONAIS QUE TENDEM
A COMETER ERROS COM
MAIS FREQÜÊNCIA?
Segundo pesquisas, as especialidades médicas mais sujeitas a erros são: ginecologia e obstetrícia (principalmente no que se refere a partos), emergências, anestesiologia e cirurgia plástica estética. As profissionais mulheres têm menos denúncias do que os homens. Geralmente, o perfil do médico é aquele com mais de 40 anos de idade e 10 de profissão e que concilia múltiplos empregos.
Foi constatado, pelo Cremesp, que profissionais formados em escolas públicas apresentam menos denúncias em relação às particulares. Os casos de erros, muitas vezes, envolvem procedimentos simples, falta de comunicação com os familiares, prontuários médicos mal preenchidos ou mesmo falta de atendimento. O QUE O PACIENTE PODE FAZER A FIM DE EVITAR QUE ERROS ACONTEÇAM?
A dica básica é procurar profissionais experientes, de preferência especialistas, além de se certificar de que o escolhido está devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina. Fuja daqueles médicos que prometem resultados e fazem promoções comerciais.
Cabe lembrar do direito que todo indivíduo tem de buscar a opinião de mais de um médico, se estiver inseguro ou desconfiado, por exemplo. A indicação de um profissional de confiança, aliás, pode ser um bom começo. Entretanto, é fundamental seguir todas as orientações dadas pelo médico para não comprometer os resultados do tratamento.

A voz do outro lado |
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Entidades de apoio, como a Associação de Vítimas de Erros Médicos (Avermes), do Rio de Janeiro e de São Paulo, discordam, em muitos aspectos, das opiniões dos representantes dos Conselhos Médicos. "A punição para os médicos praticamente inexiste", afirma Célia Destri, presidente da Avermes (RJ).
Isso porque, em sua opinião, as penalidades aplicadas pelos Conselhos são de caráter pedagógico e quando o profissional não tem antecedentes criminais dificilmente cumprirá pena na prisão. "São poucas as denúncias que acabam em processos", revela Ângela Costa, advogada da Avermes (SP). Em nove anos, a associação paulista atendeu 8.500 casos (4.000 envolvendo partos) e ganhou 70%. Mas este tipo de processo leva de 10 a 15 anos para ser concluído. "As seqüelas deixadas pelo erro médico produzem gastos pesados", conta Ângela Costa.
Por isso, as entidades entram com ações indenizatórias para custear as despesas até o julgamento. O aumento das denúncias, para elas, está associado à má formação dos médicos, à situação da saúde pública no país e à pressão que os planos de saúde exercem sobre o médico para que este atenda o maior número de pacientes, com o mínimo de exames. Se alguém desconfiar de erro médico, as associações aconselham reunir todos os documentos, inclusive o prontuário, e buscar um advogado especializado neste tipo de causa. |
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** NÚMEROS ATÉ O DIA 31 DE JULHO DE 2005
FONTE: CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
FOTO: SÍMBOLO IMAGENS. ILUSTRAÇÃO: MG STUDIO PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 |
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