Viva Saúde
Edição 20 - Dezembro/2005
 
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CUIDADOS E PRECAUÇÕES
 
- Utilize uma superfície firme e anti-deslizante para fazer sua aula - como um tapete de borracha.
- Retire objetos afiados e pontiagudos, como relógios, pulseiras, anéis, presilhas de cabelo. Fios longos devem estar sempre presos.
- Permaneça distante de fontes geradoras de calor - como aquecedores de ambiente.
- Escolha um tamanho adequado de bola, para que sua coluna fique perfeitamente alinhada e os pés bem posicionados no chão. Vale lembrar que ela pode ser inflada com uma bomba manual ou um compressor elétrico, sendo que deve-se respeitar o limite de diâmetro especificado.
- A aula é contra-indicada para pessoas com problemas de equilíbrio ou que apresentem cirurgia, fratura ou lesão recentes. Gestantes devem consultar o médico e realizar os exercícios com acompanhamento especializado.
   

Vantagens do exercício com bola
 

- A superfície instável faz com que o esforço exigido para equilibrar-se seja grande, o que intensifica a aula e os resultados.
- A série trabalha diversos grupos musculares simultaneamente, além de alguns difíceis de alcançar na ginástica convencional - como os estabilizadores da coluna, que são responsáveis pela boa postura.
- A barriga fica logo dura e definida, uma vez que há a fortificação dos músculos abdominais.
- A prática deixa o corpo mais bem preparado para realizar as atividades do dia-a-dia, com menos propensão a lesões.
- Também serve como terapia anti-estresse, pois o praticante libera a tensão acumulada e relaxa a mente durante os exercícios.
 

A história do uso da bola
 


As primeiras referências ao seu uso na ginástica datam do século II d.C., na Grécia. Palavras de um filósofo e físico grego: "Exercitar-se com a bola pode mexer com o entusiasta ou com o preguiçoso, além de trabalhar a parte inferior ou superior do indivíduo, alguns pontos específicos ou o corpo como um todo..." Originalmente a dita-cuja foi desenvolvida em 1900, porém só ganhou popularidade a partir dos anos 50, quando o pediatra suíço Elbeth Köng e a fisioterapeuta inglesa Mary Quinton começaram a utilizá-la em exercícios de reeducação neuromuscular em crianças.

Na década de 60, médicos americanos as apelidaram de 'bolas suíças' e as introduziram em tratamentos para reabilitação de disfunções ortopédicas e neurológicas tanto de adultos quanto de crianças. Manufaturadas em vinil, passaram a ser vendidas para terapeutas corporais, hospitais, clínicas...

Atualmente, elas vêm ganhando cada vez mais espaço na área de fitness, seguindo a tendência defendida por muitos de que não é necessário sentir dor e nem se exaurir para obter benefícios na malhação. No livro Pilates com Bola no Brasil - Corpo Definido e Bem-Estar, editora Alegro, a autora Teresa Camarão explica, em poucas e sábias palavras, o motivo do sucesso do método. "A bola nos conecta à nossa criança interior: um aluno principiante vai se sentir como uma criança que está aprendendo a andar - insegura e instável. Mas, quando a abraça, tem a sensação de aconchego, de volta ao útero materno. É por isso que a modalidade faz tão bem para o corpo e a mente."

   


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