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Mãe graças à ciência Técnicas de fertilização permitem que um número cada vez maior de mulheres realize o sonho de ter seu bebê
por MONICA MARTINEZ E YARA ACHÔA FOTO FERNANDO GARDINALI
Tornar-se mãe, acalentar uma criança, doar-se de corpo e alma a um pequeno
ser que faz parte da gente: a realização desse sonho já é possível para
a maioria das mulheres. A ciência, é claro, vem dando uma força. Do ano
de 1978 (quando nasceu a inglesa Louise Brown, o primeiro bebê de proveta
do mundo, após cinco mil tentativas frustradas) para cá, muito se fez
na área de fertilização: do impressionante avanço nas pesquisas até a
criação de técnicas sofisticadas que garantem a reprodução.
O motivo é simples: 20% dos casais atualmente encontram dificuldades
para ter filhos. No Brasil, essa porcentagem beira os 10 milhões. Os índices
estão sendo alavancados por uma série de condições da vida contemporânea.
Voltada para o mercado de trabalho, a mulher espera mais tempo para engravidar
pela primeira vez. E o ritmo alucinado do cotidiano tem impacto significativo
na taxa de fertilidade. O estresse, a falta de atividade física, a alimentação
pobre em nutrientes, entre vários outros fatores, contribuem para diminuir
as chances de um resultado positivo no exame de gravidez.
Calculador
da concepção assistida |
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Tratamento |
Trompa normal |
Esperma norma |
Sedação |
Gravidez |
Nascidos vivos |
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Ovulação induzida |
necessário |
necessário |
não necessário |
15% |
12% |
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Fertilização in vitro |
não necessário |
não necessário |
preferível |
40% |
34% |
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Inseminação |
necessário |
preferível |
não necessário |
20% |
16% |
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ICSI |
não necessário |
não necessário |
preferível |
40% |
34% |
FONTE: ASSOCIAÇÃO PARA O ESTUDO DA FERTILIDADE. |
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Um ano é o prazo para o casal sadio engravidar
As possibilidades da mulher gerar naturalmente um bebê até os 35 anos
- mantendo relações sexuais, sem uso de métodos contraceptivos, duas vezes
por semana - são de 60% em seis meses e de 85% em um ano. Portanto, se
a concepção não ocorrer após esse período, é possível que haja algo fora
do normal. O problema, é bom saber, pode ser tanto de um como do outro
cônjuge. Do total dos casos, 40% são atribuídos a fatores femininos, 40%
a masculinos e 20% a ambos. "Nas mulheres, a maioria dos casos está relacionada
a disfunções nas trompas, nos ovários e no útero. Entre os homens as dificuldades
giram em torno da má qualidade ou ausência de espermatozóides, infecções,
inflamações ou alterações hormonais", explica o médico Flávio Garcia de
Oliveira (SP), especialista da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução
Humana Roger Abdelmassih.
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