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Edição 2 - Junho/2004
 
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  Mãe graças à ciência
Técnicas de fertilização permitem que um número cada vez maior de mulheres realize o sonho de ter seu bebê

por MONICA MARTINEZ E YARA ACHÔA
FOTO FERNANDO GARDINALI

Tornar-se mãe, acalentar uma criança, doar-se de corpo e alma a um pequeno ser que faz parte da gente: a realização desse sonho já é possível para a maioria das mulheres. A ciência, é claro, vem dando uma força. Do ano de 1978 (quando nasceu a inglesa Louise Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo, após cinco mil tentativas frustradas) para cá, muito se fez na área de fertilização: do impressionante avanço nas pesquisas até a criação de técnicas sofisticadas que garantem a reprodução.

O motivo é simples: 20% dos casais atualmente encontram dificuldades para ter filhos. No Brasil, essa porcentagem beira os 10 milhões. Os índices estão sendo alavancados por uma série de condições da vida contemporânea. Voltada para o mercado de trabalho, a mulher espera mais tempo para engravidar pela primeira vez. E o ritmo alucinado do cotidiano tem impacto significativo na taxa de fertilidade. O estresse, a falta de atividade física, a alimentação pobre em nutrientes, entre vários outros fatores, contribuem para diminuir as chances de um resultado positivo no exame de gravidez.

Calculador da concepção assistida
 
Tratamento
Trompa normal
Esperma norma
Sedação
Gravidez
Nascidos vivos
Ovulação induzida
necessário
necessário
não necessário
15%
12%
Fertilização in vitro
não necessário
não necessário
preferível
40%
34%
Inseminação
necessário
preferível
não necessário
20%
16%
ICSI
não necessário
não necessário
preferível
40%
34%
FONTE: ASSOCIAÇÃO PARA O ESTUDO DA FERTILIDADE.
 

Um ano é o prazo para o casal sadio engravidar
As possibilidades da mulher gerar naturalmente um bebê até os 35 anos - mantendo relações sexuais, sem uso de métodos contraceptivos, duas vezes por semana - são de 60% em seis meses e de 85% em um ano. Portanto, se a concepção não ocorrer após esse período, é possível que haja algo fora do normal. O problema, é bom saber, pode ser tanto de um como do outro cônjuge. Do total dos casos, 40% são atribuídos a fatores femininos, 40% a masculinos e 20% a ambos. "Nas mulheres, a maioria dos casos está relacionada a disfunções nas trompas, nos ovários e no útero. Entre os homens as dificuldades giram em torno da má qualidade ou ausência de espermatozóides, infecções, inflamações ou alterações hormonais", explica o médico Flávio Garcia de Oliveira (SP), especialista da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih.

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