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Edição 19 - Novembro/2005
 
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  HEMORRÓIDAS: nem sempre são o que parecem
Muita gente acha que sofre com essa doença que atinge a região anal e causa muito constrangimento, mas pode ser vítima de outro mal. Descubra de vez quais os mitos relacionados ao problema

POR DANIELA TALAMONI
FOTOS: DIVULGAÇÃO E MÁRIO LEITE

1. O que elas são, afinal?
Trata-se de uma doença do plexo hemorroidário, um conjunto de veias localizado na parte final do reto, logo acima do canal anal. Diferentemente do que as pessoas imaginam, o problema costuma ser interno e não causa dor, sendo que as principais complicações são mesmo o sangramento e o prolapso (quando avançam além do ânus e ficam expostas). Do ponto de vista clínico, elas são divididas conforme os sintomas.

As de primeiro grau apenas sangram; as de segundo grau se exteriorizam quando a pessoa faz esforço para evacuar, mas se recolhem em seguida; as de terceiro grau surgem e precisam ser empurradas para dentro do canal anal por meio de manobras manuais. Por fim, as de quarto grau ficam permanentemente expostas. São essas, aliás, que acabaram deixando o problema estigmatizado como incômodo e constrangedor, uma vez que a pele à mostra pode irritar e eliminar secreções.

Vale lembrar, no entanto, que existem outros males que afetam a região do ânus e têm as mesmas características das hemorróidas, porém com o diferencial de serem extremamente dolorosos. Portanto, se o paciente estiver sentindo dor, após uma avaliação cuidadosa seu mal poderá ter outro diagnóstico.

2. Que tipo de diagnóstico?
Os pacientes costumam procurar um especialista, no caso o proctologista, certos de que sofrem de hemorróidas, quando na verdade podem apresentar uma trombose anal, também conhecida como trombose hemorroidária, que é um coágulo de sangue que se forma no canal anal ou abaixo dele, não provoca sangramentos na maioria das vezes, mas causa dor intensa. Este é um distúrbio muito comum em mulheres gestantes, originado pela ação hormonal e a vasodilatação na pelve. Outra situação dolorosa para os pacientes e que acabam confundindo o diagnóstico são quadros de fissuras anais ou de plicomas (estes, um excesso natural de pele nessa região que eventualmente pode inflamar).

3. O paciente só deve procurar o médico quando sentir dor?
Não. Qualquer saliência, verruga, sangramento, enfim, diante de sintomas anormais na região anal, incluindo até alterações nos hábitos intestinais, deve ser analisado por um proctologista. Afinal, cada problema merece um tipo de tratamento específico. Além disso, alguns sinais podem sugerir a necessidade de um rastreamento mais específico, como o exame de colonoscopia, capaz de identificar a presença de pólipos ocasionais (lesões pré-malignas) ou cânceres de reto ou cólon (intestino grosso).

4. Dos males da região anal, as hemorróidas são os mais inofensivos?
Sim. Porém, mesmo nesse caso é indicado tratamento, que deve variar de acordo com os sintomas e o grau de comprometimento da região. Geralmente, são suficientes uma dieta específica (rica em fibras dos cereais, frutas e verduras, para evitar a prisão de ventre e o esforço ao evacuar) e cuidados especiais de higiene (fazer o banho de assento com água morna em vez de usar papel higiênico, especialmente no caso das hemorróidas expostas, para não irritar o local).

Em pacientes com hemorróidas de primeiro grau indica-se a aplicação de um esclerosante ou infavermelho para conter o sangramento. Quanto às de segundo e terceiro graus, aquelas que costumam causar um desconforto maior ao paciente, existem basicamente três terapêuticas recomendadas para tratá-las: a cirúrgica, a ligadura elástica (pode ser feita no consultório e sem anestesia. Um anel elástico estrangula as hemorróidas até que elas necrosem e caiam) e o procedimento que utiliza o grampeador (o instrumento reposiciona o coxim hemorroidário, responsável por deixar a pele exposta, impedindo sua evolução e complicações. A vantagem desse método é ser o menos doloroso). Finalmente, o tratamento das hemorróidas de quarto grau é sempre cirúrgico.

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