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Edição 19 - Novembro/2005
 
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  Homens de peito
Antes, o crescimento anormal das mamas no sexo masculino era provocado basicamente por um distúrbio hormonal. Hoje, o uso de anabolizantes é uma das principais causas desse visual marcado por complexos

POR ADRIANO CATOZZI
FOTO FERNANDO GARDINALI

Quanto ao tratamento, o mais indicado é mesmo a retirada cirúrgica da glândula mamária. O procedimento é eficaz na quase totalidade dos casos e não deixa cicatrizes aparentes, uma vez que a incisão ocorre na aréola, um tecido rugoso. Em algumas situações, quando há também o acúmulo de gordura na região peitoral, a cirurgia pode ser complementada pela lipoaspiração, cuja via de acesso para a entrada das cânulas (responsáveis pela aspiração) são as axilas.

Operar ou não os jovens
A indicação cirúrgica e o tipo de abordagem dependem das causas do crescimento dos seios, bem como da idade do paciente. "A operação não é recomendada para todos que aparecem no consultório com o aumento das mamas. Antes, deve haver uma preocupação do cirurgião com o que está por trás daquela elevação anormal", garante Eduardo Lintz, especialista em cirurgia estética e reparadora, de Campinas. Ele ressalta ainda a importância de uma avaliação conjunta com o endocrinologista - o médico mais indicado para realizar o diagnóstico.

Quando a razão da ginecomastia na adolescência é associada ao desequilíbrio hormonal, a recomendação cirúrgica não é unanimidade entre os médicos. Isso porque a oscilação dos hormônios nessa faixa etária é transitória e, quando termina, o tamanho da glândula mamária pode voltar ao normal.

De acordo com o endocrinologista Rafael Cortez, o percentual de reversão do problema é grande. Estima-se que até 65% dos jovens sofram alterações hormonais que levam à deformidade, mas apenas 7% continuariam com as mamas elevadas aos 17 anos de idade. "Por isso, na maioria das vezes, com pacientes entre 12 e 15 anos, prefiro esperar até completarem 16 a 18 anos para operar", diz o cirurgião plástico Eduardo Lintz. Mas o cirurgião Luiz Brasil discorda: "Ficar esperando o desenvolvimento do organismo e a diminuição natural das mamas só faz aumentar o complexo", acredita.

Seja qual for a decisão, porém, os especialistas fazem questão de ressaltar que a ginecomastia deve ser discutida e encarada com naturalidade por pais e pacientes. Só assim a solução para o transtorno será cercada do cuidado necessário.

ELES E O CÂNCER DE MAMA
 


A associação entre a ginecomastia e o câncer de mama nos homens é uma ocorrência rara (menos de 1%) e pouco conhecida pelo sexo masculino. "Em geral, eles sequer fazem idéia de que essa doença exista", diz o radioterapeuta Carlos Roberto Monti, diretor do Radium Instituto de Oncologia, de Campinas (SP). Por isso, quando o tumor maligno é diagnosticado, o preconceito e a falta de informação ampliam ainda mais o impacto do diagnóstico para o paciente e sua família. Sem contar o fato de esse desconhecimento impedir um diagnóstico precoce e, consequentemente, elevar os riscos de morte. As estatísticas são preocupantes: pesquisa da Universidade do Texas apontou aumento de 25% na incidência de casos de câncer de mama em homens nos últimos 20 anos. Enquanto que dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que, em relação às mulheres, eles levam até cinco anos para detectar a doença e apresentam maior propensão à metástase.

Por isso, vale lembrar que o auto-exame das mamas é uma forma de prevenção do tumor que deveria ser adotada também pelos homens, especialmente os que passaram a ter aumento da glândula mamária. Ao apalpar o peito, caso encontre algum caroço, a recomendação é procurar o médico rapidamente. Quanto ao tratamento, ele também é semelhante ao indicado para as mulheres: sessões de quimio e radioterapia e, em casos mais graves, cirurgia para retirada do tumor ou mesmo a mastectomia (retirada da mama).

   

PRODUÇÃO: LUANA PRADE. ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: EVELIN XAVIER

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