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Edição 19 - Novembro/2005
 
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  Algas Vivas
Ricas em vitaminas, proteínas e minerais, elas ajudam a regular as taxas de colesterol, dão mais disposição e ainda auxiliam no emagrecimento, equilibrando o organismo por inteiro.

POR ISABEL TARANTO
FOTO FERNANDO GARDINALI

Que tal deliciar-se com uma salada de algas marinhas? Para acompanhar, bolinhos de algas. De sobremesa, gelatina, também de algas. Seu corpo agradeceria se você introduzisse esses vegetais aquáticos na alimentação diária. Riquíssimos nutricionalmente (possuem sais minerais, oligoelementos, vitaminas e proteínas), eles equilibram o organismo como poucos alimentos. "As algas contêm ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, zinco, iodo, vitaminas (de A a K), com destaque para a B12, já que é a única fonte do reino vegetal a fornecer essa vitamina importante para a formação dos glóbulos vermelhos", explica o endocrinologista Jair Orifice, de São Paulo.

Também são ricas em ácido linoléico e alfa-linoléico (protegem a pele e a mucosa contra os radicais livres e o envelhecimento), ácido algênico (contribui para a eliminação de metais pesados como arsênico, chumbo e mercúrio), são abundantes em fibras e não têm gordura. Pensa que acabou? Elas trazem em sua composição fenilalanina, aminoácido que suprime o estímulo nervoso do apetite no cérebro, sendo ótimos coadjuvantes no processo de emagrecimento. As 'plantinhas' são ainda fontes de proteínas vegetais inigualáveis, pois reúnem todos os aminoácidos essenciais ao organismo em proporção adequada e apresentam coeficiente de digestibilidade de 95% (o da carne é 20% e o da soja, 35%).

Estudos apontam a ação das algas na redução do colesterol e na prevenção da arteriosclerose. "Outra qualidade é armazenar energia luminosa (biofitons), transmitida às células de quem as ingere, proporcionando sensação de vitalidade e bem-estar", diz o médico.

Verde, marrom, vermelha
Dos mais de 300 mil tipos de algas marinhas, apenas 22 mil são conhecidas e catalogadas e, destas, somente 50 são consideradas úteis para a medicina e a nutrição humana. “Elas se dividem em três grupos: marrons (feofíceas), verdes (clorofíceas) e vermelhas (rodofíceas)”, ensina a pesquisadora Guiomar Contreras, que é ficologista (especialista em algas). Embora as algas verdes sejam as mais fáceis de se encontrar no Brasil, as vermelhas são as mais ricas do ponto de vista nutricional. “Algumas espécies, como as Glaci lárias, possuem todas as vitaminas de que necessitamos e proteínas de elevado valor biológico”, afirma a expert.

Mas é importante consultar um médico antes de começar a consumir algas marinhas com freqüência. “Como são ricas em iodo e sódio, estariam contra-indicadas nos casos de hipertireoidismo e hipertensão arterial. Nessas situações, seria mais recomendado algas de água doce”, aconselha Jair Orifice. Segundo o especialista, a dose diária pode ser de uma colher de sopa de alga in natura ou desidratada.

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