Viva Saúde
Edição 18 - Outubro/2005
 
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  Açúcar em baixa
Tremedeira, suor frio, irritação, tontura, entre outros sintomas, podem apontar um quadro de hipoglicemia - distúrbio caracterizado pela queda brusca de glicose no sangue. Mas é bom investigar as causas, já que o problema é sério

ROSE MERCATELLI


CONTORNANDO A CRISE
Se você suspeita que pode estar sofrendo por causa de quedas freqüentes do nível de açúcar em sua corrente sangüínea, a primeira providência é consultar um especialista para saber a razão. A segunda é tomar cuidados simples, como a mudança de hábitos alimentares.
 Observe os sintomas. Verifique se eles aparecem depois de jejuns prolongados ou logo após você ingerir vários carboidratos na mesma refeição. Todas essas informações ajudarão o médico a fechar o diagnóstico no que diz respeito às possíveis causas.
 Não tire os carboidratos das refeições sem orientação médica, como fazem muitas pessoas que suspeitam ter o problema.
 Quem sofre desses distúrbios precisa fazer refeições em horários definidos, evitando ficar mais de três horas sem se alimentar.
 Comer muito em uma refeição e pouco na outra só complica. O ideal é dividir a quantidade de alimentos consumidos no dia em cinco ou seis refeições.
 Os mais suscetíveis ao distúrbio devem evitar grandes quantidades de açúcar, principalmente o refinado, de ação rápida, para que o pâncreas não se 'vicie' em trabalhar dobrado, lançando na corrente sangüínea mais insulina que o necessário.
 Farinhas e massas, por conterem amidos que se transformam lentamente em glicose, não podem ser abolidos, mas consumidos com moderação.

Pâncreas exagerado
Mas ocorrem também as chamadas hipoglicemias funcionais em pacientes não diabéticos, nas quais as células do pâncreas, sem motivos conhecidos, fabricam mais insulina do que o necessário, ocasionando dessa maneira uma queima muito rápida da glicose circulante. Para entender melhor, imagine duas pessoas comendo a mesma quantidade de chocolate. Em uma delas, o pâncreas lança a quantidade de insulina suficiente para queimar as calorias provenientes do doce. Nesse caso, tudo bem, a pessoa não tem nada. Na outra, sem nenhuma causa orgânica aparente há um desarranjo na liberação de insulina, pois o pâncreas, frente à presença de açúcar, chega a produzir mais insulina do que o devido. Resultado: o nível de açúcar despenca rapidamente.

Daí, pode-se estabelecer um círculo vicioso; quanto mais o indivíduo ingerir açúcar por hábito ou para combater o mal-estar, maior quantidade de insulina é jogada na corrente sangüínea. "Nesses casos, principalmente se a pessoa tiver um histórico familiar de diabetes, é bom que ela fique alerta, pois algumas hipoglicemias funcionais tendem a ser um sinal de pré-diabetes", alerta Leão Zagury.

Em queda livre
Às vezes, a hipoglicemia é orgânica e decorre de problemas mais graves, como disfunções nas glândulas hipófise, tireóide ou mesmo nas supra-renais que desandam a produzir mais hormônios do que deveriam. É bom lembrar que todos esses hormônios (GH e cortisol da hipófise e a adrenalina das supra-renais) intervêm na queima excessiva de glicose.

Ela também pode ser causada por tumores pancreáticos ou insulinomas, ou ainda alterações difusas em células do pâncreas, que começam a fabricar insulina de uma forma anárquica, mesmo sem a presença estimulante de alimentos. Nas hipoglicemias orgânicas graves, às vezes, os níveis de glicose chegam a se apresentar perigosamente baixos, cerca de 20 ou 30 mg/dl, o que pode gerar um coma se não for tomada uma providência urgente.

Algumas pessoas que passaram por cirurgias de redução do volume do estômago também podem estar sujeitas a ela. Esse tipo de hipoglicemia é conseqüência do que os médicos chamam de efeito dumping: "Com o tamanho reduzido, o esvaziamento do estômago se dá em pouco tempo. O resultado é uma maior injeção de insulina pelo pâncreas, promovendo uma queima rápida de glicose", explica a médica Maria Rosária. Nesse departamento, o endocrinologista Leão Zagury faz um alerta: "Já tive casos de quadros de hipoglicemias graves em pacientes que foram submetidos a cirurgias bariátricas".

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