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Edição 16 - Agosto/2005
 
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  Curvo, pequeno, grande...
O pênis, como qualquer outro órgão, está sujeito a imperfeições anatômicas. Felizmente, a medicina dispõe de tratamentos para corrigi-las e evitar constrangimentos e frustrações na vida do casal

POR ADRIANO CATOZZI

Por ser considerado o símbolo máximo da virilidade, o pênis, este verdadeiro 'orgulho e glória' masculino, pode causar sérios traumas e conflitos psicológicos quando não se encaixa nos padrões desejáveis - ou, pelo menos, no que os homens imaginam como normais. A tortuosidade é um dos grandes males que o aflige, mas dispõe de tratamento eficaz por medicamentos ou cirurgia.

O pênis curvo é muito mais comum do que se imagina. "Quase todo homem tem algum grau de curvatura peniana. Até 30 graus, aproximadamente, não atrapalha a penetração e pode ser considerado normal", diz o urologista Wagner de Ávila (SP), membro da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. Já o médico Paulo Egydio (SP), especialista em curvatura peniana, teme o auto-diagnóstico e diz que é preciso levar em conta também a localização da curva. "Se é na ponta ou na base, faz diferença", afirma. A verdade é que todo homem cujo problema dificulta a penetração, gera dor a ele ou à parceira ou faz o membro escapar facilmente da vagina durante o ato sexual merece investigação.

Na curvatura congênita - quando o indivíduo nasceu com ela - é mais comum o desvio para baixo, depois para os lados e, por último, para cima. A fim de solucioná-la, existe somente cirurgia. Já na adquirida, chamada de doença de Peyronie - nome do médico francês integrante da corte do rei Luís XV que fez seu primeiro diagnóstico, em 1743 - a proporção do desvio é inversa e, neste caso, o indicado é o tratamento medicamentoso. Ambas podem apresentar tortuosidade acentuada - até 90 graus - ou mesmo dois desvios, que impedem qualquer tipo de penetração. Mais que isso, podem gerar traumas psicológicos capazes de levar o homem ao isolamento e à depressão, principalmente se este passou a ser alvo de algum comentário jocoso.

Também o freio - a pequena pele sob a glande - muito curto pode ocasinar a curvatura para baixo. E os médicos informam: é errôneo achar que a curvatura tende a se desenvolver pela manutenção do pênis em determinada posição ou por roupas apertadas.

Um calinho no órgão
A doença de Peyronie é caracterizada por uma calcificação da túnica albugínea, que recobre os corpos cavernosos de modo a formar uma espécie de placa que repuxa a pele durante a ereção. A origem dessa calcificação não é determinada, mas pode ser favorecida por microtraumas ou traumas durante a relação sexual. Outra causa são os problemas de ereção que levam o pênis a, repetidamente, dobrar-se durante o ato e machucar essa fina membrana, de apenas um milímetro de espessura. Sabe-se, também, que portadores da doença de Dupuytren (formação de uma membrana na palma da mão) e de Ledderhose (o mesmo, mas na palma dos pés) costumam ter maior predisposição à Peyronie.

O surgimento dessa fibrose, como se fosse um pequeno calo ou uma cicatriz de queimadura (às vezes imperceptível), é o maior indicativo da doença, que atinge homens de todas as raças e idades, mas principalmente acima dos 40 anos. Diferentes estudos apontam a incidência variando de 3% a 9% na população masculina. O diagnóstico passou a ser mais freqüente com o advento dos medicamento para a ereção (como Viagra, Cialis, etc.), pois tornou a curvatura mais evidente.

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