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Edição 16 - Agosto/2005
 
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  Displasia mamária: por que não temê-la
Segundo especialistas, muitos dos caroços e das dores que aparecem nos seios de 95% das mulheres não estão associados ao câncer, nem ao menos podem ser considerados sintomas de doença

POR PATRICIA BOCCIA

O câncer de mama é o principal causador de mortes na população feminina do Brasil e uma das doenças mais temidas pelas mulheres, não só pela alta freqüência e mortalidade, mas sobretudo pelos traumas e efeitos psicológicos. Talvez por isso que a displasia mamária ainda seja motivo de tanta preocupação. Afinal, quem sofre com o problema percebe a proliferação desordenada do tecido fibroso que sustenta as glândulas, levando à formação de pequenos nódulos ou cistos detectáveis no exame clínico, bem como um visível aumento no volume das mamas - o que para muita gente é sinal de um diagnóstico de câncer. Para a tranqüilidade geral da nação feminina, porém, este quadro não desencadeia a tão temida multiplicação anormal das células. E, melhor, não pode ser considerado, nem ao menos visto como uma doença.

Os números apontam que 95% das mulheres apresentam algum grau de displasia mamária, que atualmente é classificada pela Sociedade Brasileira de Mastologia como Alteração Funcional Benigna das Mamas (AFBM). "Passou- se a considerá-la apenas uma manifestação de sensibilidade às oscilações hormonais que a mulher enfrenta durante toda a sua vida reprodutiva", explica o ginecologista João Carlos Mantese, diretor-geral do Hospital Pérola Byington, em São Paulo.

A AFBM pode se manifestar entre os 15 e 40 anos, tende a melhorar após a gestação e a lactação, e a desaparecer depois da menopausa. O sintoma mais comum é a dor, que costuma ocorrer fora do período menstrual (mastalgia) ou exclusivamente nesta fase (mastodinia). Mas sua intensidade varia. Um trabalho realizado pelo Setor de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que a maioria das mulheres (94,6%) sente dores amenas e somente quando toca as mamas. Já 4,6% delas relatam dor moderada e apenas 0,8% sofrem com pontadas intensas o suficiente para impedir até a realização de atividades normais.

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