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O que é infecção hospitalar?
Chamamos assim qualquer infecção provocada por fungos, bactérias e/ou
vírus adquirida pelo paciente após 48 horas de internação ou decorrente
de procedimentos que tenham sido realizados em ambiente hospitalar. A
gravidade e o tipo de contaminação variam e dependem de inúmeros fatores,
como local do corpo atingido, espécie de microrganismo envolvida, área
do hospital onde o fato ocorreu e até mesmo da reação do sistema imunológico
e das condições de saúde da vítima. Mas todas aumentam bastante o risco
de morte de quem está hospitalizado. As infecções mais comuns são a pneumonia
(causada por bactéria) e aquelas que acometem as vias urinárias, as feridas
cirúrgicas e a corrente sangüínea.
2 Como se dá a contaminação?
Muita gente acha que os visitantes e familiares dos doentes são os principais
responsáveis pelo vaivém dos microrganismos pelos quartos e corredores
dos hospitais e, conseqüentemente, pelas infecções. Por isso, é bom destacar
que essas visitas não aumentam de forma alguma o risco do problema - a
não ser que o paciente visitado precise ficar isolado por estar com o
sistema imunológico bastante fragilizado (caso de quem acabou de ser submetido
a um transplante de medula óssea, por exemplo). Em geral, os agentes infecciosos
podem entrar no organismo doente de várias outras formas. Eles pegam carona
em instrumentos cirúrgicos, cateteres endovenosos e utilizados para hemodiálise,
tubo traqueal, enfim, qualquer material que, de alguma forma, penetre
na pele e entre em contato direto com os tecidos e o sangue de quem está
internado ou sendo submetido a algum cuidado médico no pronto-socorro
ou enfermaria.
3 Então o problema é a
falta de esterilização dos materiais?
Nem sempre a falha é do hospital ou da equipe médica. Hoje, já existem
métodos eficientes de limpeza e antissepsia que reduziram bastante as
taxas de incidência e morte por infecção hospitalar no Brasil e no mundo.
Porém, nada disso garante que um dia o índice de contaminação seja zero.
Há milhões de microrganismos circulando no ar e as próprias condições
inerentes às intervenções nesse ambiente, especialmente as cirúrgicas,
deixam o paciente muito exposto. Sem contar a fragilidade em que ele se
encontra, uma vez que está justamente ali para tratar ou se recuperar
de uma outra doença ou distúrbio. Não é à toa que os órgãos responsáveis
pela área de saúde estabelecem um percentual de contaminação por microrganismos
a ser considerado normal. Na prática, é comum que os casos de infecção
cheguem a até 6% na maioria dos hospitais e 10% a 12% nos hospitais-escola
(instituições ligadas às universidades).
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