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Edição 15 - Julho/2005
 
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  Acho que eu vou desmaaaaiar...
A síncope, mais conhecida como desmaio, ocorre subitamente, dura poucos minutos, mas requer atenção e cuidados

POR DANIELA TALAMONI
ILUSTRAÇÕES MARCELO GARCIA

Quando o fluxo sangüíneo não é suficiente para oxigenar de forma adequada o cérebro, a pessoa pode perder a consciência e desmaiar. Entre as razões para o mal súbito estão pressão baixa, hipoglicemia, males cardíacos e epilepsia

A cena clássica do cinema em que a mocinha frágil e sensível desfalece no momento em que perde o seu grande amor não é nada romântica na vida real. Aliás, o desmaio costuma assustar. De repente, você começa a suar, sente náuseas e tontura, fica pálido e passa a enxergar tudo mais escuro e borrado. Então, perde a consciência e, após alguns minutos, acorda em pânico, rodeado por pessoas aflitas que insistem em te chacoalhar, checar o seu pulso e obrigá-lo a cheirar um lenço umedecido com álcool ou qualquer outra substância forte, capaz de acordá-lo de vez. A neurologista de São Paulo, Chien Hsin Fin, admite que o desespero é comum nesta hora, muitas vezes a vítima nem sequer recebe um sinal de que vai desmaiar. Mas, segundo a especialista, a situação poderia ser bem menos caótica se não envolvesse tantos mitos. Confira ao lado quatro informações que todos deveriam saber sobre este mal súbito.

1 - O desmaio é uma defesa natural do organismo. Ele ocorre quando o fluxo sangüíneo, por algum motivo, não consegue atingir e irrigar o cérebro da forma adequada. Sem oxigênio para os neurônios, a vítima passa a perder suas capacidades cognitivas, culminando na perda total ou parcial da consciência. Após o desmaio e a queda, o sangue não precisa enfrentar mais o efeito da gravidade. Então, retorna com facilidade das pernas para o coração e a região cerebral. Por isso, quem desmaia se recupera em poucos minutos.

2 - As causas do mal súbito variam e merecem atenção. Alguns problemas, como arritmias cardíacas, entupimento das artérias, pressão baixa e até sangramentos, podem interferir na circulação do sangue e impedir que ele chegue com toda força ao cérebro. Quando a pessoa está desidratada ou com hipoglicemia (baixas concentrações de glicose), também não há nutrientes suficientes para a manutenção do bom funcionamento cerebral. A causa da síncope ainda pode estar relacionada a distúrbios e doenças - derrames, infecções ou epilepsia - que atingem diretamente o cérebro, atrapalhando suas funções cognitivas. Todo desmaio precisa ser investigado.

3 - Emoções fortes fazem as pessoas desmaiar. Neste caso, o mecanismo que desencadeia o mal súbito é o mesmo que faz o paciente com uma dor intensa desfalecer. Na hora, há uma descarga de adrenalina enorme e esta substância em excesso no corpo, por sua vez, provoca uma vasoconstrição. Resultado: com as artérias diminuídas o sangue chega com dificuldade e em pouca quantidade ao cérebro.

4 - Ao socorrer uma vítima, esqueça tudo o que 'aprendeu' no cinema. O maior erro de todos é tentar acordar a pessoa que desmaia com substâncias de aroma forte, como álcool, amoníaco, perfumes, entre outras. Ao cheirar esses produtos, corre-se o risco de sufocar a vítima ou, no mínimo, de queimar sua mucosa nasal. A dica é simples: tente proteger ao máximo sua cabeça durante a queda e fique alerta até que ela acorde ou o socorro médico chegue. Enquanto isso, o ideal é checar as funções vitais e estancar focos de sangramento. Se o desmaiado ameaçar vomitar ou estiver babando muito, vire-o de lado para evitar sufocamento.


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