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Edição 14 - Junho/2005
 
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  Genéricos Similares Referência
Tire suas dúvidas sobre as três categorias de medicamentos disponíveis nas farmácias brasileiras

POR MARIANA VIKTOR
ILUSTRAÇÕES MARCELO GARCIA

Faz alguns anos que os termos medicamento genérico, similar e de referência passaram a fazer parte do vocabulário cotidiano de médicos, pacientes e farmacêuticos - mas ainda assim muita gente fica em dúvida na hora de decidir entre eles. Os remédios genéricos têm o mesmo efeito dos tradicionais? Por que são mais baratos? Qual a diferença entre genérico e similar? Conversamos com Terezinha de Jesus Andreoli Pinto, diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), que responde essas e outras dúvidas sobre o assunto. Confira.

0 que é medicamento de referência?
É o remédio inovador cuja eficácia, segurança, qualidade e biodisponibilidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal responsável na ocasião do registro. Está há muito tempo no mercado, é bastante conhecido e, geralmente, foi o primeiro remédio que surgiu para curar determinada doença. Quando o inovador ou a referência não possui registro no país, considere-se referência o produto líder de mercado, com eficácia, segurança e padrões de qualidade comprovados.

E o genérico?
É o que possui o mesmo princípio ativo, o mesmo efeito, as mesmas contra-indicações, a mesma dosagem, a mesma forma farmacêutica (drágea, líquido, pomada, injetável) e a mesma indicação terapêutica de um medicamento de referência. Ambos são intercambiáveis, ou seja, é possível tomar o remédio genérico no lugar do tradicional e vice-versa, com toda segurança. O que pode variar de um genérico para um produto de referência são os chamados excipientes - substâncias inertes que são agregadas à medicação para tornar seu uso mais adequado (corantes, lactose, espessantes etc.).

Já o similar...
É o que tem o mesmo princípio ativo do remédio de referência, a mesma concentração, via de administração, forma farmacêutica, posologia e indicação, mas não tem bioequivalência comprovada. Em outras palavras, não pode substituir o de referência porque, apesar de garantido pelo Ministério da Saúde, não foi comprovado se a quantidade e a velocidade com que é absorvido pelo organismo são equivalentes ao medicamento tradicional.

O remédio de referência tem sua qualidade comprovada cientificamente, bem como o genérico - este, no entanto, não possui uma 'marca', é conhecido apenas por sua substância ativa. Já o similar não tem a bioequivalência comprovada. Somente pela embalagem não é possível diferenciar os de referência dos similares, enquanto o genérico possui uma tarja amarela que o identifica

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