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Tratamento global Com movimentos suaves e lúdicos, a ginástica holística combate dores nas costas, hérnias de disco, enxaqueca, perda de memória e - acredite - celulite!
POR SANDRA SCIGLIANO FOTOS FERNANDO GARDINALI
Quando
um carro está com a roda desalinhada, por exemplo, não adianta simplesmente
trocar o pneu - é preciso encontrar a origem do defeito para então solucioná-
lo e o veículo parar de dar problemas. Essa é a idéia da ginástica holística,
um método de trabalho corporal em que os movimentos levam em conta as
estruturas anatômicas, fisiológicas e biomecânicas do indivíduo e que
buscam a reestruturação óssea e muscular para combater as causas das lesões,
não somente suas conseqüências (ou seja, as dores). Mas não se trata simplesmente
de gestos autômatos ou de reforços musculares segmentados, e sim de uma
técnica global por meio da qual os praticantes experimentam movimentos
suaves e incomuns que solicitam também a imaginação, o senso lúdico e
exigem respostas neuromusculares. Tanto que pau de macarrão, saco de areia,
bolinhas e tubinhos, entre outros objetos do dia-a-dia, auxiliam a execução
dos cerca de 800 tipos de exercícios disponíveis.
Tudo começou há quase 100 anos, quando a médica e fisioterapeuta alemã
Lily Ehrenfried percebeu que a postura inadequada do corpo provocava dores
nas costas, hérnias de disco, enxaqueca, cansaço mental e até perda de
memória. A partir dessas observações, ela desenvolveu a ginástica holística.
Por aqui, esse novo tipo de atividade vem sendo difundido e ensinado a
profissionais de saúde pela fisioterapeuta Patrícia Lacombe, a primeira
brasileira nomeada pela Association des Élèves du Docteur Ehrenfried et
des Praticiens en Gymnastique Holistique, na França, formadora do método.
Segundo a especialista, a técnica é baseada em três pilares: educativo,
preventivo e curativo. Educativo porque as pessoas passam a conhecer sua
anatomia, mesmo sendo leigas. Preventivo, pois os exercícios evitam lesões,
já que os limites do corpo se tornam conhecidos. E curativo pelo fato
de as queixas serem eliminadas de vez. "Esta é a diferença em relação
a um trabalho de fisioterapia tradicional, que trata somente a dor e não
a causa do problema. Além disso, aprendendo as práticas da ginástica holística,
as pessoas adquirem consciência corporal e passam a se cuidar sozinhas,
sem depender de terceiros", diz Patricia. Antes de ganhar essa autonomia,
no entanto, é preciso que se faça uma avaliação inicial com um especialista
formado pela Associação e freqüentar as aulas - de uma hora, uma vez por
semana - respeitando o período indicado ao tratamento.
Benefícios
no dia-a-dia |
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No trabalho
Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho (DORT) abrangem diversas patologias - como
a tenossinovite, a tendinite e a bursite -, atingem vários trabalhadores
e causam afastamento nas empresas. É inútil investir em móveis adequados
se os funcionários não sabem como se sentar. A ginástica holística
ajuda nesses casos e previne futuras lesões através dos mais diversos
exercícios.
Na estética
Existem pessoas sem estrutura de sustentação para se sentar
corretamente que permanecem o dia todo em posição errada, o que
causa uma deficiência na circulação sangüínea. Resultado: celulite.
Já o alinhamento do fêmur e a forma de pisar determinam se o glúteo
é ativado ao caminharmos. Isso tende a gerar flacidez constante
e acúmulo de culote e gordura da região. 'Barrigas posturais' e
seios caídos aparecem devido ao mal posicionamento dos ombros. Isso
pode ser corrigido com a técnica da fisioterapeuta Lily Ehrenfried.
Na adolescência
Como método preventivo, a ginástica faz com que os jovens cheguem
à idade adulta com uma estrutura óssea adequada, pois nessa época
é possível modificar o biótipo - de pés chatos, joelhos em X - além
de prevenir doenças graves, como escoliose, lordose e cifose. E
tudo isso contribui para uma melhor qualidade de vida! |
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