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Edição 13 - Maio/2005
 
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  Tratamento global
Com movimentos suaves e lúdicos, a ginástica holística combate dores nas costas, hérnias de disco, enxaqueca, perda de memória e - acredite - celulite!

POR SANDRA SCIGLIANO
FOTOS FERNANDO GARDINALI

Quando um carro está com a roda desalinhada, por exemplo, não adianta simplesmente trocar o pneu - é preciso encontrar a origem do defeito para então solucioná- lo e o veículo parar de dar problemas. Essa é a idéia da ginástica holística, um método de trabalho corporal em que os movimentos levam em conta as estruturas anatômicas, fisiológicas e biomecânicas do indivíduo e que buscam a reestruturação óssea e muscular para combater as causas das lesões, não somente suas conseqüências (ou seja, as dores). Mas não se trata simplesmente de gestos autômatos ou de reforços musculares segmentados, e sim de uma técnica global por meio da qual os praticantes experimentam movimentos suaves e incomuns que solicitam também a imaginação, o senso lúdico e exigem respostas neuromusculares. Tanto que pau de macarrão, saco de areia, bolinhas e tubinhos, entre outros objetos do dia-a-dia, auxiliam a execução dos cerca de 800 tipos de exercícios disponíveis.

Tudo começou há quase 100 anos, quando a médica e fisioterapeuta alemã Lily Ehrenfried percebeu que a postura inadequada do corpo provocava dores nas costas, hérnias de disco, enxaqueca, cansaço mental e até perda de memória. A partir dessas observações, ela desenvolveu a ginástica holística. Por aqui, esse novo tipo de atividade vem sendo difundido e ensinado a profissionais de saúde pela fisioterapeuta Patrícia Lacombe, a primeira brasileira nomeada pela Association des Élèves du Docteur Ehrenfried et des Praticiens en Gymnastique Holistique, na França, formadora do método.

Segundo a especialista, a técnica é baseada em três pilares: educativo, preventivo e curativo. Educativo porque as pessoas passam a conhecer sua anatomia, mesmo sendo leigas. Preventivo, pois os exercícios evitam lesões, já que os limites do corpo se tornam conhecidos. E curativo pelo fato de as queixas serem eliminadas de vez. "Esta é a diferença em relação a um trabalho de fisioterapia tradicional, que trata somente a dor e não a causa do problema. Além disso, aprendendo as práticas da ginástica holística, as pessoas adquirem consciência corporal e passam a se cuidar sozinhas, sem depender de terceiros", diz Patricia. Antes de ganhar essa autonomia, no entanto, é preciso que se faça uma avaliação inicial com um especialista formado pela Associação e freqüentar as aulas - de uma hora, uma vez por semana - respeitando o período indicado ao tratamento.

Benefícios no dia-a-dia
 


No trabalho
Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) abrangem diversas patologias - como a tenossinovite, a tendinite e a bursite -, atingem vários trabalhadores e causam afastamento nas empresas. É inútil investir em móveis adequados se os funcionários não sabem como se sentar. A ginástica holística ajuda nesses casos e previne futuras lesões através dos mais diversos exercícios.

Na estética
Existem pessoas sem estrutura de sustentação para se sentar corretamente que permanecem o dia todo em posição errada, o que causa uma deficiência na circulação sangüínea. Resultado: celulite. Já o alinhamento do fêmur e a forma de pisar determinam se o glúteo é ativado ao caminharmos. Isso tende a gerar flacidez constante e acúmulo de culote e gordura da região. 'Barrigas posturais' e seios caídos aparecem devido ao mal posicionamento dos ombros. Isso pode ser corrigido com a técnica da fisioterapeuta Lily Ehrenfried.

Na adolescência
Como método preventivo, a ginástica faz com que os jovens cheguem à idade adulta com uma estrutura óssea adequada, pois nessa época é possível modificar o biótipo - de pés chatos, joelhos em X - além de prevenir doenças graves, como escoliose, lordose e cifose. E tudo isso contribui para uma melhor qualidade de vida!

   

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