Viva Saúde
Edição 13 - Maio/2005
 
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Sala de Espera
Consultório Médico
Aconteceu Comigo
Raio x
Leveza à Mesa
Atividade física
Saúde Natural
Mundo Infantil
Olho Clínico
Mais Vitalidade
Onde Encontrar
Internet
 
Exclusivo assinantes
Fale conosco
Assine já
Anuncie
 

  Botox, uma injeção de saúde

UM POUCO DE HISTÓRIA
 
A trajetória do uso terapêutico da toxina botulínica começou alguns anos após a Segunda Guerra Mundial. Ao testar substâncias para corrigir o estrabismo, o oftalmologista norte-americano Alan B. Scott observou que a toxina do tipo A paralisava determinados músculos ao ser injetada. A partir de 1970, o FDA (Food and Drug Administration), órgão que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, liberou o uso da medicação, em caráter experimental, para um grupo de pesquisadores orientados por Scott, que comprovou a eficácia do produto em animais. Em 1978, foi aplicada em humanos e, em 1989, saiu publicado o primeiro estudo demonstrando os bons resultados para tratamento da espasticidade, assim como a toxina foi liberada para tratar blefaroespasmos.
 

ARTISTAS SUPERAM DESAFIOS
 

O pianista e agora maestro João Carlos Martins fez uma apresentação especial com a Bachiana Chamber Orchestra na abertura do 3º Congresso Mundial de Medicina Física e de Reabilitação, realizado no mês de abril, em São Paulo. Além de peças de Bach e Mozart, o repertório do artista incluiu uma transcrição de Chris Brubeck de Bach ao piano para orquestra de corda. Esse espetáculo só foi possível devido ao tratamento com a toxina botulínica tipo A, iniciado em dezembro de 2004. Martins teve sua carreira como pianista interrompida duas vezes por problemas nas mãos (distonia dos membros superiores, que causa contrações involuntárias dos músculos). Outro exemplo em que botox trouxe esperança é do pintor de Goiânia, Abelcino dos Santos, de 37 anos. Há 10 anos, ele teve uma mielite (inflamação da medula), o que resultou em uma paraplegia espástica - doença decorrente de um processo patológico da medula espinhal. Durante uma partida de futebol, as duas pernas de Abelcino atrofiaram, de repente e sem explicação.

A pintura sempre esteve presente em sua vida, mas Santos passou a se dedicar exclusivamente à ela após a mielite, uma vez que não conseguia andar e nem trabalhar devido à atrofia dos músculos inferiores. Há pouco mais de dois anos, com a aplicação de botox, ele reconquistou a esperança de recuperar os movimentos das pernas, pois a melhora foi significativa. "A musculatura fica mais relaxada, os músculos não estão travados como antes. Eu sentia dor ao fazer fisioterapia porque os músculos estavam muito rígidos, mas hoje não dói tanto porque a toxina botulínica relaxa os músculos", conta o pintor.

 

BOTOX
 

O QUE É?
A toxina botulínica tipo A é uma substância cristalina apresentada na forma de pó seco a vácuo estéril em frasco contendo 100U de toxina Botulínica tipo A para ser diluído em solução salina. O produto atua bloqueando a liberação de acetilcolina na terminação nervosa, causando relaxamento da musculatura onde é aplicado. As indicações terapêuticas de botox são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 1992. No Brasil, o uso da substância para indicações estéticas e para o tratamento da hiperidrose (suor excessivo) foram aprovados em 2001 pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa.

COMO FUNCIONA?
Para as indicações aprovadas pela Anvisa, o botox é aplicado diretamente no músculo comprometido, inibindo a liberação da acetilcolina (neurotransmissor químico responsável pela contração muscular). Devido ao relaxamento muscular, o tratamento possibilita, em geral, progressos para o paciente, como melhora na marcha, melhora no ângulo de abertura da palma da mão, melhora na higienização, maior conforto para adaptação em cadeiras de rodas, maior controle dos movimentos e posturas irregulares, entre outros benefícios proporcionais ao caso clínico de cada um. Graças à ação bloqueadora da contração muscular, a toxina botulínica tem sido considerada pelos especialistas como a melhor opção terapêutica não invasiva utilizada com esse fim.

 


Faça já sua busca
no site da revista Viva Saúde


Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.