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Por uma vida longa e saudável Comemorar os 100 anos já não é mais privilégio dos orientais. Agora, especialistas tentam desvendar os caminhos para se chegar lá, com o máximo de vigor e lucidez
POR DANIELA TALAMONI FOTOS FERNANDO GARDINALI TRATAMENTO DE IMAGENS NEWTON VERLANGIERI
Teste |
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QUANTAS VELINHAS VOCÊ CONSEGUIRÁ APAGAR?
O teste abaixo é uma adaptação de questionários que relacionam
genética, qualidade de vida e longevidade, oferecendo apenas
uma idéia da idade que você poderá atingir, tendo em vista
seus hábitos cotidianos. Imagine-se com 72 anos (a expectativa
média de vida dos brasileiros), leia cada tópico e faça as
contas.
SE
VOCÊ... |
PONTUAÇÃO
(COMECE COM 72) |
Vive bem humorado, é otimista
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+ 5 anos |
É pessimista e mau humorado
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- 5 anos |
| Tem alguém na sua família
com 90 anos ou mais |
+ 10 anos
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É totalmente sedentário
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- 5 anos |
Faz atividade física apenas eventualmente
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- 2 anos |
Exercita o cérebro com freqüência
(lê, joga xadrez, estuda)
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+ 5 anos |
Mantém uma dieta leve e balanceada,
com baixas calorias
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+ 7 anos |
Alimenta-se de forma inadequada (gorduras,
frituras, doces)
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- 7 anos |
Está fora do peso normal
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- 1 ano |
Encontra-se em boa forma
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+ 3 anos |
| É fumante |
- 5 anos |
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OBS: Se você tem mais do que a idade
recomendada para iniciar o teste, não importa. Faça as contas com
72 anos e, no final, compare com a sua idade atual. |
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Com autonomia é melhor
Um outro estudo, desenvolvido pelo Pensa, com longevos da cidade de Juiz
de Jora, em Minas Gerais, apresentou índices que comprovam a importância
dos bons hábitos e das atitudes para uma velhice mais saudável: 72% nunca
fumaram, 81% jamais consumiram bebidas alcoólicas, 51% praticam atividade
física pelo menos uma vez por semana, 68% têm sempre alguém para conversar
ou recorrer quando necessitam e 31% saem semanalmente com os amigos. Resultado:
94% deles apresentavam apenas uma ou duas doenças crônicas, mas demonstravam
autonomia e independência. De acordo com as psicólogas Neide Cordeiro
de Magalhães e Kelly Cristina Atalaia da Silva, coordenadoras da pesquisa
do Pensa, aspectos emocionais, culturais e sociais contribuíram significativamente
para que esses idosos tivessem uma expectativa de vida que beira os 78
anos, superando a média nacional. E você, até onde vai chegar?
PARA
CHEGAR LÁ |
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Confira
os hábitos mais importantes para envelhecer bem e algumas razões para
não esperar até os 60 para adotá-los.
REDUZA AS CALORIAS: uma equipe de pesquisadores americanos
examinou alterações no fígado de ratos e identificou 46 genes que
passaram a funcionar de forma diferente à medida que os animais envelheciam.
Ao mudar a alimentação das cobaias, no entanto, eles conseguiram barrar
esses desgastes em camundongos tratados com restrição calórica - estes
viveram 40% mais do que os superalimentados.
SAIA DO SEDENTARISMO: a partir dessa atitude, você
emagrece, aumenta a força muscular, melhora a capacidade respiratória
e, conseqüentemente, previne ou controla diversas doenças. Sozinha,
a atividade física não garante a longevidade, mas certamente fortalece
o organismo e colabora para elevar a expectativa média de vida de
uma população.
AFASTE O ESTRESSE: quem vive tenso produz mais radicais
livres, substâncias tóxicas responsáveis pela maioria dos sinais de
envelhecimento, incluindo catarata, cabelo grisalho, pele seca, rugas
e alguns tipos de câncer. O estresse também pode afetar os telômeros.
Pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA) demonstrou que mulheres
no período anterior à menopausa, sob fortes tensões emocionais, apresentam
um encurtamento dessas estruturas e podem envelhecer, em média, 10
anos a mais do que as calminhas.
MANTENHA O OTIMISMO: o escritor francês Honoré de
Balzac já dizia que "o homem começa a morrer na idade em que perde
o entusiasmo". Pesquisa recente realizada pela Universidade do Texas
(EUA), com as 1.558 pessoas mais velhas da comunidade, demonstrou
haver uma forte ligação entre emoções positivas e o estado de saúde.
Após sete anos de avaliações, constatou-se que os idosos mais otimistas
tinham uma probabilidade menor de desenvolver problemas físicos, como
exaustão e falta de força ou velocidade para caminhar.
EXERCITE O CÉREBRO: vale ler, estudar, escrever,
aprender um idioma, navegar pela Internet, dançar, cuidar de plantas
e até cozinhar. O risco de um idoso ativo desenvolver diversos tipos
de demência, entre elas o mal de Alzheimer, é duas vezes menor em
comparação com os velhinhos mais apáticos.
TENHA FÉ: existem pelo menos 250 estudos indicando
que pessoas que têm um tipo de vínculo religioso ou prática espiritual
- o que quase sempre inclui orações - são mais saudáveis em todos
os aspectos, quando comparadas àquelas não-adeptas a qualquer forma
de religiosidade. A longevidade é, em média, 10% maior entre os que
professam alguma fé. |
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