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Edição 13 - Maio/2005
 
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  Assistência médica domiciliar
No conforto de sua casa, o doente conta com recursos médicos e hospitalares necessários para sua recuperação: essa é uma das principais características do serviço, também conhecido como HOME CARE. A seguir, tire todas as suas dúvidas sobre o assunto

POR ADRIANA DO AMARAL
ILUSTRAÇÃO MARCELO GARCIA

Internar uma pessoa querida no hospital não é uma tarefa agradável. Além dos aspectos emocionais que um problema de saúde causa ao doente, em seus parentes e amigos, há fatores que independem da patologia, mas geram conflitos que podem abalar a estrutura familiar. Entre outros estão a questão financeira, a logística dos cuidados, o rodízio de acompanhantes, os horários incompatíveis de visita e a proximidade com a morte. Criada no Brasil há pouco mais de uma década como alternativa à assistência hospitalar, a assistência domiciliar - nome genérico dado a qualquer serviço de saúde realizado no domicílio do paciente por profissional habilitado - pode ser opção para muitos casos.

Também conhecida como home care, do inglês 'cuidado no lar', ela abrange,por exemplo, desde procedimentos simples, como o tratamento de feridas em diabéticos, terapia intravenosa e fototerapia para recém-nascidos, até outros de maior complexidade, como a internação domiciliar para portadores de doenças crônicas, respiratórias, neurológicas e cardíacas. Longe de ser um luxo, a medicina domiciliar é mais acessível do que parece - chega a ser até 50% mais barata, se comparada à internação hospitalar - e seus custos são cobertos por grande parte dos planos de saúde.

Os especialistas garantem: acelera a recuperação do doente e o processo de alta. Uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana de Cardiologia observou bons resultados na comparação de 100 pacientes vítimas de derrame. Metade recebeu cuidados médicos em casa e a outra metade permaneceu em hospitais ou centros de saúde comunitários. O restabelecimento foi mais rápido naqueles atendidos pelo home care, que também retomaram mais rapidamente suas atividades habituais. Outro estudo, publicado no Jornal da Associação Médica Americana (JAMA), mostrou que o acompanhamento no lar diminuiu a necessidade de reinternação hospitalar em um grupo de 400 idosos.

Aos poucos, o serviço torna-se mais popular na sociedade, fazendo parte não só do sistema privado de saúde, mas também do setor público, no qual a atual implementação do programa de saúde da família pelo Ministério da Saúde segue os mesmos princípios básicos. Confira, a seguir, as diversas questões que envolvem o tema.

O que é assistência domiciliar?
Trata-se de um serviço opcional à internação hospitalar. Disponibiliza, na residência, toda a retaguarda médico-hospitalar e equipe multiprofissional. É subdividida em internação domiciliar e atendimento domiciliar.

No que consiste a internação domiciliar?
É a internação propriamente dita, na casa do paciente, em substituição ou alternativa à hospitalização. É comandada por uma equipe técnica habilitada e multiprofissional, com estrutura logística de apoio. A empresa de home care cuida de praticamente tudo: monta a estrutura na residência, disponibiliza a equipe, realiza exames, faz o transporte do doente em ambulâncias até o centro de diagnóstico em caso de procedimentos específicos que não podem ser realizados em domicílio (ressonância magnética ou tomografia computadorizada, por exemplo) e a remoção (do hospital para casa ou vice-versa) em caso de reinternação. É realizada por instituição médica de assistência domiciliar e, obrigatoriamente, supervisionada por médico, além de estar registrada no Conselho de Medicina.

E o atendimento domiciliar?
É o nome dado à visita ou procedimento, isolado ou periódico, realizado no domicílio do paciente por profissional habilitado, como alternativa ao atendimento ambulatorial, ao indivíduo que não necessita de hospitalização. Abrange consultas médicas nas diferentes especialidades (clínicas, psicológicas, fisioterapêuticas e até mesmo assistência social) e o trabalho de enfermagem para aplicação de medicação, curativos e realização de exames.

Como ter acesso à assistência domiciliar?
Através de convênios médicos (boa parte deles disponibiliza o serviço a seus usuários, nos diferentes tipos de planos, sem custos adicionais aos descritos no contrato, necessitando, no entanto, de avaliação e autorização prévias), empresas (que agregam esse benefício a seus funcionários) ou diretamente com a prestadora de assistência médica domiciliar.

Esse serviço costuma ser caro?
Todo cuidado médico tem um preço, dependendo da patologia, da assistência, da medicação, da periodicidade, do número de profissionais envolvidos e demais necessidades. Comparativamente à internação hospitalar, é mais acessível - entre 40% e 50% mais barato que em uma instituição.

A família tem custos com equipamentos e medicamentos?
Não. Toda a logística fica a cargo da empresa contratada.

Quem solicita o home care?
Ele pode ser pedido pelo paciente ou um de seus familiares, pelo médico que acompanha o doente ou pela operadora de plano de saúde. Uma vez feito o requerimento precisa-se de uma avaliação do caso, quando serão abordados diversos aspectos relevantes: quadro clínico, necessidades terapêuticas e suas alternativas, possibilidades de execução em domicílio, participação e aceitação familiar, concordância do médico assistente, existência de domicílio apto a receber o paciente e a equipe e qualquer aspecto que o profissional julgue pertinente. Após essa fase, é indispensável uma discussão do quadro com o médico assistente para concluir a viabilidade da assistência domiciliar e elaborar um plano terapêutico.

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