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Edição 12 - Abril/2005
 
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  Doses certas
Males como coqueluche, hepatite dos tipos A e B, meningite e poliomielite, entre outros, são perfeitamente evitáveis. Uma das medidas mais eficazes para prevenir essas doenças na infância está na aplicação adequada de vacinas

POR ALEXSANDRA FARIAS

As vacinas são compostas pelos agentes causadores de doenças em um estado muito enfraquecido e modificado. Elas 'enganam' o organismo, fazendo- o pensar que estamos sendo invadidos pelo inimigo. Logo, o corpo reage através da produção de anticorpos que, por sua vez, permanecem ativos durante muito tempo. No entanto, o processo de imunização funciona mesmo quando é respeitado o intervalo mínimo entre as doses. "O aumento desse intervalo não invalida as doses anteriores. Por isso, não é preciso reiniciar o calendário caso se perca o prazo de uma vacina. Continue do ponto em que parou", ensina a pediatra e infectologista Lily Yin Weckx, coordenadora do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

No Brasil, os calendários oficiais de vacinação são elaborados pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde. A rede pública vacina bebês contra 11 doenças. As primeiras doses são administradas logo após o nascimento, como a Hepatite B e a BCG. Completam o quadro: poliomielite, hepatite B e tetravalente Hib (aos dois meses); poliomielite e tetravalente Hib (aos quatro meses); poliomielite, hepatite B e tetravalente (aos seis meses); febre amarela (aos nove meses, somente nas regiões endêmicas); tríplice viral (aos doze meses); reforço da tetravalente e poliomielite (aos quinze meses); segundo reforço de tríplice viral, tetravalente e poliomielite (cinco ou seis anos) e tétano (a cada dez anos).

As vacinas dadas em postos públicos têm a mesma qualidade das aplicadas nas clínicas particulares - asseguradas através de exames realizados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz.

Também existe o calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria, que acrescenta outras vacinas aos calendários oficiais. Mas atenção: quem avalia a necessidade da criança tomar determinada dose é o pediatra.

Os efeitos da picada
Apesar de garantir a proteção contra várias doenças, nenhuma vacina é 100% eficaz. Eventos adversos raros existem sem que haja comprovação científica definitiva de sua relação com a aplicação. "É o caso da paralisia infantil após a vacina contra poliomielite. O risco dessa eventualidade é de um para 2,4 milhões de doses oferecidas", diz o pediatra Alfredo Elias Gilio, responsável pelo Centro de Imunizações do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os pais também devem saber que é normal o aparecimento de reações como febre, dor no local da picada, malestar, inchaço ou vermelhidão, geralmente nas primeiras 48 horas após a vacinação, muitas vezes acompanhadas de choro e manha. Mas que as lágrimas não 'comovam' os responsáveis, a ponto de evitar a imunidade.

É preciso ficar atento ao cartão de vacinação e levá-lo toda vez que for a uma consulta no posto de saúde ou ao pediatra. Confira a seguir a ficha completa das principais vacinas infantis.

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