Cabeça de gordo Como razão e emoção
pesam na balança
Seus pensamentos também pesam na balança?
Responda as questões abaixo e saiba até que ponto a sua cabeça atrapalha
seus planos de emagrecimento.
1 - O que você faria com alguns quilos a menos?
a) Magra, teria a confiança que faltava para realizar
todos os meus sonhos, tanto na vida pessoal quanto profissional.
b) Ficaria mais animada a manter a dieta. Afinal, agora
poderia incluir no cardápio aquelas guloseimas que tenho me esforçado
para evitar.
c) Compraria aquela roupa sensual que sempre chamou minha
atenção na vitrine -- mas nunca serviu -- para arrasar em uma festa badalada.
2 - Se uma fórmula instantânea, em fase de testes, prometesse
o milagre de fazer as pessoas acordarem magras, você experimentaria?
a) Serviria de 'cobaia' sim. Nenhum efeito colateral
seria capaz de me assustar e tirar a chance de ter os problemas todos
resolvidos numa única noite.
b) A tentação é grande, mas só anotaria o nome do remédio
e ficaria atenta às notícias. Para não se frustrar de novo com fórmulas
mágicas, gostaria de ter certeza da eficácia antes de experimentá-lo.
c) Não. No fundo, sei que preciso me esforçar mais para
emagrecer. Preferiro enfrentar reeducação alimentar e exercícios, a colocar
a saúde em risco.
3 - Durante uma fase de tentativas de emagrecimento, como costuma
avaliar o seu desempenho?
a) Faço questão de saber quantos gramas perco todos os
dias. Só assim verifico se os esforços têm valido a pena e posso ter uma
idéia de quanto ainda falta para agüentar o sacrifício.
b) Procuro me pesar de vez em quando com a intenção de
que os resultados possam incentivar a continuar firme e forte nas próximas
semanas. O único problema é que nem sempre os ponteiros correspondem a
minha expectativa - e às vezes bate aquele desânimo.
c) Passo longe de qualquer balança. Para não desanimar
e atingir o meu objetivo sem estresse, avalio as mudanças pelas roupas,
por exemplo. Isso porque não importa quantos quilos exatamente eu perco
por semana, mas sim o fato de estar me sentindo novamente à vontade em
frente ao espelho.
4 - Depois de muito esforço, finalmente você aparece em cena
com alguns quilos a menos. Então, os colegas lhe convidam para uma festa
regada a chope, caipirinha e muita picanha. Qual sua reação?
a) O convite é encarado como uma grande ofensa. Tenho
certeza de que isso não passa de uma tentativa de boicote ao meu regime,
me recuso a comparecer e não consigo esconder a chateação com a decisão
da turma.
b) Não dispenso de jeito nenhum a oportunidade de estar
com os amigos, mas fico morrendo de medo de cair em tentação e, em apenas
um dia, acabar com todos os meus planos de emagrecimento.
c) Fico animada e encaro a balada como um teste para
avaliar se realmente consigo mudar os hábitos frente à mesa. Antes de
aceitar o convite, no entanto, me certifico de que haverá muita salada
e sucos light.
5 - Responda sinceramente. Por que você vive adiando a matrícula
na academia?
a) Estou esperando emagrecer primeiro, para depois conseguir
me exercitar à vontade no meio de tanta gente sarada.
b) Deixei de malhar por pura preguiça. Depois de tanto
tempo de sedentarismo, é difícil arranjar pique de uma hora para outra
e voltar às malhação
c) Agora não consigo encontrar um espaço na agenda, que
vive lotada de compromissos profissionais e sociais. Mas como sempre cuidei
do corpo e da saúde, em breve encontrarei uma maneira de incluir as atividades
físicas em minha rotina
6 - Você engordou e a família insiste para que procure um especialista.
Qual seria sua provável pergunta ao chegar no consultório?
a) "Pronto, já me convenceram a vir até aqui. E agora,
doutor, o que o senhor pode fazer por mim?"
b) "Sei que ando abusando na alimentação, mas é difícil
mudar. Como o senhor pode me ajudar?
c) "Finalmente, estou decidido a emagrecer. O que posso
fazer para evitar as armadilhas e não desistir no meio do caminho?"
7 - A semana foi tensa e inevitavelmente você acabou devorando
uma caixa de bombons, ingerindo alguns chopes a mais ou não resistindo
a repetir com gosto aquela feijoada no fim de semana. Na segunda-feira,
um colega de trabalho oferece um pedaço enorme de bolo de chocolate. E
agora?
a) Aceito! E penso: uma guloseima a mais ou a menos não
fará mais diferença. Minha ansiedade e fraqueza já jogaram o regime para
os ares mesmo...
b) Não resisto a experimentar um pedacinho do doce, mas
quase não consigo dormir de tanto peso na consciência. No dia seguinte,
sei que será mais difícil retomar os esforços para emagrecer.
c) Recuso a tentação na hora. Depois de ter extrapolado
no fim de semana e saciado o apetite voraz, aceitar a oferta seria pura
gulodice.
8 - Quando o regime fracassa, qual costuma ser a sua conclusão?
a) Que o seu destino é estar sempre acima do peso e você
deve aceitar esta condição.
b) Que isso era inevitável, afinal relaxou demais nas
últimas semanas.
c) Que no fundo você não tem certeza se quer emagrecer.
Cabeça
obesa
Se marcou mais respostas "A" ou a mesma quantidade de "A" e "B"
Antes de tentar reduzir a barriga, precisará emagrecer sua cabeça. Seus
pensamentos são 'pesados' demais e têm contribuído para boicotar seus
planos de emagrecimento. Você considera o seu excesso de peso responsável
pelos seus fracassos e frustrações. Mas não faz nada para mudar. No fundo,
sente-se uma grande vítima e encara o crescimento da barriga como uma
sina, uma herança indesejável. Dificilmente admite a sua cota de responsabilidade
pelo resultado na balança e, o que é pior, tenta colocar a culpa em tudo
e todos (amigos, familiares, médicos e até nos alimentos). Sentindo-se
impotente e com a auto-estima abalada, costuma ter vergonha de se expor
e foge de situações que lembrem a necessidade de encarar regime e atividade
física. Na hora do desespero, deseja soluções mágicas e imediatas para
tentar afinar ou então tenta se conformar: é mais fácil ficar acima do
peso e comer de tudo a se submeter a regras que só darão resultado a longo
prazo. Dica: Tente rever suas atitudes frente à mesa e à vida e pense
na possibilidade de buscar ajuda especializada, de preferência de equipe
multidisciplinar composta por terapeutas, nutricionistas e endocrinologistas.
Cabeça
rechonchuda
Se marcou mais respostas "B" ou a mesma quantidade de "B" e "C"
Seus pensamentos são semelhantes aos da grande parte da população,
ora pesam na balança ora não. Provavelmente, você sabe que não conquistará
aquele visual dos sonhos sem esforço, dedicação e força de vontade. Mas
gostaria muito que isso fosse possível, para não precisar abrir mão de
alguns prazeres, como a macarronada da mama aos domingos e aquele choppinho
com os amigos. Vive esperando que uma solução instantânea para perder
peso caia do céu (por isso, não é raro recorrer a dietas da moda e outros
métodos radicais, mesmo sabendo o mal que isso poderá lhe causar). Também
é capaz de se revoltar com a lentidão dos resultados e descontar todas
as suas frustrações no prato, o que pode fazer os ponteiros subirem ainda
mais. Felizmente, depois de acalmar os ânimos, você corre atrás do prejuízo:
mesmo a contragosto, tenta manter uma rotina de exercícios e alimentação
saudável. Dica: continue assim, buscando resultados concretos com medidas
realistas e saudáveis. E, se fraquejar, não sinta vergonha em procurar
ajuda. O apoio de especialistas pode incentivá-lo a não desistir no meio
do caminho.
Cabeça
magra
Se marcou mais respostas "C"
Com pensamentos light como os seus, emagrecer nunca será difícil. A sua
auto-estima continua elevada e provavelmente você nunca se desentendeu
completamente com o espelho. Não acha sacrifício aderir a uma rotina de
cardápio balanceado e exercícios físicos (para você, aliás, isso é algo
saudável e que deve ser seguido sempre), além de ter consciência de que
suas atitudes podem interferir no resultado na balança. Sabe exatamente
a razão do seu desleixo temporário com o corpo e tem certeza de que, se
não emagreceu até agora, certamente foi porque faltou um pouco de força
de vontade. Raramente sofre por abusar de uma guloseima vez ou outra...
Afinal, seus hábitos saudáveis a colocaram novamente na linha.
Consultoria: Ezequiel
José Gordon, psiquiatra do Projeto de Atendimento ao Obeso (PRATO), do
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP), colaborou na elaboração
deste teste. |