Mito: Asma começa
na infância e se cura na adolescência.
Verdade:
Embora para uma parcela de crianças os sintomas
desapareçam na adolescência, isso não
ocorre em todos os casos.
Mito: As "bombinhas"
podem viciar e até mesmo matar.
Verdade: As
bombinhas não são remédio e sim uma forma
de usá-los. É por isso que tanto broncodilatadores
quanto antiinflamatórios podem ser encontrados em spray,
assim como em outras formas de consumo (nebulizadores, pó
seco, comprimidos, xaropes). Se o medicamento em bombinha
vicia, por que o remédio tomado via oral não
produz o mesmo efeito? Além disso, uma dose líquida,
por exemplo, para ter a mesma eficácia que a bombinha
(que age direto no pulmão) precisa ser 20 vezes maior,
aumentando os efeitos colaterais.
Mito: A mulher asmática
não pode tomar remédios para controlar os sintomas
durante a gestação.
Verdade: A falta de
ar materno pode ser mais prejudicial ao bebê do que
o efeito dos medicamentos usados. Em alguns casos eles serão
essenciais para permitir que a gestante respire melhor e forneça
oxigênio ao feto.
Mito: Asma e bronquite
são a mesma coisa.
Verdade: Embora a maioria
das pessoas (incluindo muitos médicos) utilize os termos
asma, bronquite, bronquite asmática, asma brônquica
e bronquite alérgica como sinônimos, trata-se
de duas doenças completamente diferentes. A bronquite
está geralmente relacionada com o tabagismo e com infecções
freqüentes”, explica o dr. Fabio Morato Castro,
supervisor do Serviço de Imunologia Clínica
e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Outro erro é achar que a asma é mais grave do
que a bronquite – muitas vezes ocorre exatamente o contrário.
Mito: A asma é
um transtorno emocional
Verdade: Sob o ponto
de vista patológico, a emoção provoca
crises de asma somente em quem tem condições
alérgicas para tê-las. Mas o fator emocional
pode ser tão significativo em alguns pacientes que
às vezes parece o único responsável pelos
ataques. A repetição freqüente das crises
gera ansiedade, medo e insegurança, tão maiores
quanto mais fortes e ameaçadoras elas forem. A partir
daí, quase sempre que o asmático se vê
frente a situações de estresse – como
crises familiares, escolares, profissionais ou pessoais –
pode reagir com episódios de asma.
Mito: Asmáticos
não podem praticar exercícios.
Verdade: A asma adequadamente
tratada não impede uma rotina de malhação
nem a prática de esportes. Essas atividades, aliás,
têm sido recomendadas como coadjuvantes no tratamento
e na prevenção da doença. Quanto melhor
a condição física do asmático,
mais facilidade ele terá de enfrentar as crises, uma
vez que os exercícios corrigem as alterações
posturais, melhoram a respiração e fortalecem
os pulmões, além de prevenirem outras complicações
pulmonares. É claro que, em alguns casos, modalidades
esportivas (como corrida e ciclismo, por exemplo) podem desencadear
crises – é a chamada asma induzida por esforço.
Mesmo nesses casos, os médicos garantem que é
possível prevenir um ataque tomando medicamentos regularmente
e lançando mão do broncodilatador pouco antes
do exercício. |