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Edição 12 - Abril/2005
 
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  Tratamento da asma
Médicos recomendam cuidados diários

A maioria dos casos de asma (70%) provêm de uma herança genética. Uma criança que tenha a mãe ou o pai alérgico tem de 30% a 50% de chance de desenvolver a doença, enquanto aquela que possui ambos os pais alérgicos tem 70%

A asma é uma doença inflamatória crônica. Portanto, deve ser tratada com medicamentos que combatam a inflamação todos os dias

Mitos e verdades
 

Mito: Asma começa na infância e se cura na adolescência.
Verdade:
Embora para uma parcela de crianças os sintomas desapareçam na adolescência, isso não ocorre em todos os casos.

Mito: As "bombinhas" podem viciar e até mesmo matar.
Verdade: As bombinhas não são remédio e sim uma forma de usá-los. É por isso que tanto broncodilatadores quanto antiinflamatórios podem ser encontrados em spray, assim como em outras formas de consumo (nebulizadores, pó seco, comprimidos, xaropes). Se o medicamento em bombinha vicia, por que o remédio tomado via oral não produz o mesmo efeito? Além disso, uma dose líquida, por exemplo, para ter a mesma eficácia que a bombinha (que age direto no pulmão) precisa ser 20 vezes maior, aumentando os efeitos colaterais.

Mito: A mulher asmática não pode tomar remédios para controlar os sintomas durante a gestação.
Verdade:
A falta de ar materno pode ser mais prejudicial ao bebê do que o efeito dos medicamentos usados. Em alguns casos eles serão essenciais para permitir que a gestante respire melhor e forneça oxigênio ao feto.

Mito: Asma e bronquite são a mesma coisa.
Verdade:
Embora a maioria das pessoas (incluindo muitos médicos) utilize os termos asma, bronquite, bronquite asmática, asma brônquica e bronquite alérgica como sinônimos, trata-se de duas doenças completamente diferentes. A bronquite está geralmente relacionada com o tabagismo e com infecções freqüentes”, explica o dr. Fabio Morato Castro, supervisor do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Outro erro é achar que a asma é mais grave do que a bronquite – muitas vezes ocorre exatamente o contrário.

Mito: A asma é um transtorno emocional
Verdade:
Sob o ponto de vista patológico, a emoção provoca crises de asma somente em quem tem condições alérgicas para tê-las. Mas o fator emocional pode ser tão significativo em alguns pacientes que às vezes parece o único responsável pelos ataques. A repetição freqüente das crises gera ansiedade, medo e insegurança, tão maiores quanto mais fortes e ameaçadoras elas forem. A partir daí, quase sempre que o asmático se vê frente a situações de estresse – como crises familiares, escolares, profissionais ou pessoais – pode reagir com episódios de asma.

Mito: Asmáticos não podem praticar exercícios.
Verdade:
A asma adequadamente tratada não impede uma rotina de malhação nem a prática de esportes. Essas atividades, aliás, têm sido recomendadas como coadjuvantes no tratamento e na prevenção da doença. Quanto melhor a condição física do asmático, mais facilidade ele terá de enfrentar as crises, uma vez que os exercícios corrigem as alterações posturais, melhoram a respiração e fortalecem os pulmões, além de prevenirem outras complicações pulmonares. É claro que, em alguns casos, modalidades esportivas (como corrida e ciclismo, por exemplo) podem desencadear crises – é a chamada asma induzida por esforço. Mesmo nesses casos, os médicos garantem que é possível prevenir um ataque tomando medicamentos regularmente e lançando mão do broncodilatador pouco antes do exercício.

 

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