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Edição 10 - Fevereiro/2005
 
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  Ejaculação Rápida
O inconveniente costuma causar constrangimento entre os homens e suas parceiras. Especialistas apontam a psicoterapia como melhor recurso para vencer esse mal. Mas, agora, um novo remédio também pode ajudar os 'apressadinhos'

POR ADRIANO CATOZZI

Cada vez mais as pílulas auxiliam na harmonia e na satisfação sexual do casal. Primeiro foi o anticoncepcional, que praticamente deflagrou uma revolução nos anos 60. Na década passada, Viagra e similares libertaram os homens do fantasma que mais os assustava: a disfunção erétil. Agora, uma novidade deve agradar tanto homens quanto mulheres e afinar de vez o ritmo na cama. A indústria farmacêutica pretende colocar no mercado ainda este ano uma pílula de ação muito rápida, explicitamente com o intuito de controlar a ejaculação precoce, atualmente denominada ejaculação rápida. Embora atue como antidepressivo, a droga não será chamada assim. "Os medicamentos dessa categoria precisam ser tomados durante algum tempo para começarem a fazer efeito. O novo remédio, por outro lado, é baseado na substância ativa Dapoxetina e, pelo que os estudos mostram, poderia ser ingerido três horas antes da relação, abolindo o uso contínuo", revela o urologista Sidney Glina, do Instituto H.Ellis, de São Paulo.

A descoberta provavelmente partiu da evidência de que os medicamentos contra os sintomas da depressão costumam ter como efeito colateral o retardo da ejaculação. Por isso, em certos casos, esse tipo de remédio já é indicado para controlar os apressadinhos.

Até hoje, não se chegou a uma conclusão do que pode ser considerada uma ejaculação rápida e, conseqüentemente, qual o percentual de homens (e suas companheiras) que padecem com ela. Os números variam, mas em todos os casos, impressionam negativamente.

O famoso Relatório Kinsey, editado pelo pesquisador Alfred Kinsey nos anos 40, apontou que 75% dos americanos ejaculavam em até dois minutos. Alguns anos depois, descobriu-se que 80% das mulheres precisavam de dois a oito minutos de penetração para obterem um orgasmo - isso quando conseguiam. O descompasso estava estabelecido. Na época, porém, o sexo era encarado como meio de reprodução e entendia-se como precoce o indivíduo que ejaculava antes da penetração.

Medidas polêmicas
Somente na década de 60, quando a relação sexual passou a ser vista como fonte de prazer para o casal, é que o assunto ganhou as atenções dos pesquisadores. Desde então, diversas maneiras foram tentadas a fim de se dimensionar o tempo ideal para ejacular.

Já se falou em nove minutos, em cinco minutos com 'movimentos vigorosos' entre outras coisas. A idéia que perdura até hoje, no entanto, foi estabelecida nos anos 70 pela médica norte-americana Helen Kaplan e não se baseia em tempo, mas sim em capacidade. Segundo ela, um homem não tem ejaculação precoce se consegue controlá-la voluntariamente. Cabem aí algumas ressalvas: controlar por quantos minutos? Vinte ou quarenta ? E aqueles cerca de 1% de indivíduos que demoram muito para conseguir ejacular? Estes também não têm controle e tampouco são precoces...

O urologista Sidney Glina esclarece que a existência de um problema precisa ser avaliada sob diversos aspectos e ter como base não apenas o que acontece com o lado masculino. "Um homem pode carregar a pecha de ser um ejaculador precoce quando, na verdade, é sua parceira que demora para chegar ao orgasmo", pondera.

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