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Enciclopédia - Novembro/2006
 
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  ABC da cirurgia plástica
Conheça as técnicas mais utilizadas para corrigir problemas estéticos e de saúde, e informe-se sobre anestesias, cicatrizes e outros assuntos importantes do gênero

POR HELOÍSA NORONHA
FOTOS CAIO MELLO

A pesquisa da Sociedade Americana para Cirurgia Plástica Estética (ASAPS, da sigla em inglês) revelou que os norte-americanos submeteram-se a cerca de 12 milhões de procedimentos deste tipo em 2004 - o que representa um aumento de 44% em relação a 2003. O Brasil não fica atrás: por aqui essas intervenções crescem em um ritmo de 20% ao ano, fazendo com que o país ocupe o segundo lugar no ranking mundial.

Mais desejável - e acessível - do que nunca, tanto por mulheres como por homens, a cirurgia plástica visa corrigir problemas estéticos e de saúde, que muitas vezes também afetam a auto-estima. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a finalidade é fazer com que o paciente se sinta e pareça tão bem quanto possível, dentro de suas características individuais. Para eles, essa operação é uma combinação de arte e ciência e está sujeita às variações do comportamento dos diferentes mecanismos fisiológicos que caracterizam cada pessoa.

"Equilíbrio deve ser a palavra-chave ao abordarmos esse assunto. Quando passamos a viver em harmonia com nosso corpo, gostamos mais de nós mesmos e olhamos a vida de maneira mais otimista", acredita o especialista Paulo Matsudo (SP), do Centro Internacional de Cirurgia Plástica.

A seguir, você confere um verdadeiro dicionário sobre o tema, com os principais procedimentos realizados no Brasil, além de outros termos que fazem parte deste universo. Tudo com a consultoria de especialistas da área.

ANTES DA INTERVENÇÃO
 
 A legislação permite que qualquer médico realize procedimentos em cirurgia plástica, embora só possa intitular-se especialista aquele que passar pelo treinamento e provas indicadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Por isso é aconselhável a escolha de um membro da SBCP - você vai ter a certeza de que o cirurgião, além de ser graduado por uma escola reconhecida, fez dois anos de residência em Cirurgia Geral e mais três em Cirurgia Plástica.
 Peça exemplos ao médico dos procedimentos que já realizou. Informe-se também sobre as limitações pós-cirúrgicas.
 Dedique especial atenção ao local onde a operação será realizada. Pergunte sobre os equipamentos e as condições de segurança. Certifique-se de que o lugar é fiscalizado pelos órgãos de vigilância sanitária e licenciado para a realização do procedimento.
 Converse sobre quais são e como são cobrados os honorários médico-hospitalares. Veja se há cobertura para plano de saúde.
 O cirurgião Herbert Gauss (SP) alerta: "Gestantes, doentes cardíacos e portadores de diabetes ou insuficiência renal não devem fazer plástica."
 É preciso submeter-se a uma série de exames antes, como hemograma, coagulograma, sorologia de hepatite e HIV, eletrocardiograma para pacientes acima de 40 anos, raio X de tórax para fumantes e glicemia de jejum para quem tem diabetes na família.
   

Abdominoplastia ou dermolipectomia (barriga)
É a famosa plástica 'da barriga', indicada para flacidez abdominal após vários partos ou quando há um emagrecimento muito grande, provocando sobra excessiva de pele. O método é bastante utilizado em pacientes que se submeteram a algum tipo de cirurgia bariátrica (conhecida como operação para redução do estômago). O corte é grande e triangular, acompanhando a linha dos pêlos pubianos. De cada ponta saem outros dois cortes, que se encontram no umbigo. A pele é descolada de toda a região abdominal e puxada para baixo. O especialista retira o excesso de pele e de gordura e pode, conforme a necessidade, lipoaspirar o local. Depois, basta reposicionar a musculatura e corrigir a flacidez. "É possível, ainda, melhorar um umbigo esteticamente feio, harmonizando-o com o novo visual", conta Deusa Pires Rodrigues (SP), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O procedimento é de longa duração: pode demorar até cinco horas, com anestesia peridural ou local. Essa operação oferece o risco de uma cicatriz grande e marcada, na parte inferior da barriga. O período de recuperação é de aproximadamente um mês, mas os médicos alertam para o fato de que nenhum resultado de cirurgia do abdômen deve ser considerado definitivo antes de 18 meses.

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