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Drogas entender para combater A informação é a arma mais poderosa contra essas substâncias que levam à dependência e trazem sérios riscos à saúde. A seguir, confira tudo o que você precisa saber sobre o assunto
ILUSTRAÇÃO MARCELO GARCIA
As
drogas existem desde que o mundo é mundo. Há milhares de anos o homem
se vale de substâncias que alteram a consciência em rituais sagrados,
ocasiões sociais, ou mesmo por recreação. Um dos mais antigos registros
de que se tem notícia são resíduos de vinho em uma jarra encontrada no
norte do Irã que, segundo os arqueólogos, tem mais de 7 mil anos. Os chineses
conhecem a maconha há cerca de 6 mil anos e existem registros de uso de
ópio pelos Sumérios, povo que habitava a região onde se localiza atualmente
o Iraque, que datam de 3500 a.C. Ter conhecimento da história dos entorpecentes
é importante para entender a relação deles com o ser humano e por que
são consumidos. Da mesma forma que nossos antepassados descobriam e faziam
uso desses recursos alucinógenos, o homem moderno desenvolve novas drogas
(as sintéticas como o LSD e Ecstasy) e as consome. A diferença é que hoje
temos mais informações sobre os danos que eles podem causar no organismo.
E esse assunto, sempre preocupante, precisa ser debatido de maneira séria
e responsável. Veja em seguida as informações mais relevantes sobre o
tema.
| ÁLCOOL
CIGARRO ANFETAMINAS TRANQÜILIZANTES INALANTES MACONHA
COCAÍNA CRACK LSD ECSTASY |
DROGAS LÍCITAS
As substâncias que alteram o funcionamento normal do organismo podem
ser consumidas por via oral, inaladas ou injetadas no corpo, e nem todas
são proibidas
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| A ingestão de álcool provoca mudanças no comportamento, que vão
de uma leve euforia à completa desorientação |
Álcool
Aceito praticamente no mundo inteiro, o álcool é considerado uma droga
psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança
no comportamento ao ser ingerido. Inicialmente, quem bebe sente uma leve
euforia, que evolui para tonturas, falta de coordenação motora, confusão,
desorientação e anestesia momentânea, podendo chegar ao estupor e ao coma.
A bebida pode causar problemas graves em diversos órgãos do corpo quando
utilizada em altas doses por um período prolongado. As principais doenças
relacionadas ao alcoolismo são gastrites e úlceras (estômago), hepatites
tóxicas e cirrose hepática (fígado), pancreatite (pâncreas), lesões cerebrais,
demência e diminuição da força muscular das pernas (sistema nervoso),
miocardites, infarto, hipertensão e derrames cerebrais (sistema circulatório)
e impotência e infertilidade (sistema reprodutor).
Cigarro
A nicotina é a droga psicoativa mais utilizada no planeta. Está presente
no tabaco, planta nativa das Américas, e industrializada na forma de cigarro,
cigarrilha e charuto, mas também consumida como cigarro artesanal, fumo
de corda e rapé (mascado ou aspirado). Trata-se de um estimulante leve.
O primeiro trago na vida de uma pessoa costuma provocar tontura, formigamento
e alterações discretas do humor e do estado de vigília. Com o tempo, os
efeitos deixam de ser percebidos, porque o organismo passa a tolerar a
substância, que tem alto potencial de dependência química. O uso prolongado
predispõe a distúrbios no coração e na circulação, como hipertensão, entupimento
dos vasos e infarto, além de ser o principal responsável por diversos
tipos de câncer, especialmente os de pulmão, boca, esôfago, estômago e
garganta. Também aumenta o risco de acidente vascular cerebral (derrame),
pneumonia e enfisema pulmonar.
Anfetaminas
As anfetaminas são drogas sintéticas, estimulantes do sistema nervoso.
Têm status de remédios (como os moderadores de apetite para emagrecimento,
por exemplo) que passam a ser utilizados de forma inadequada. Essas substâncias
causam, além da inibição do sono e da fome, elevação do estado de alerta
e instabilidade de humor, dilatação da pupila, taquicardia (aumento dos
batimentos cardíacos) e aumento da pressão arterial. Possuem grande poder
de dependência química e ocasionam depressão e exaustão após longos períodos
de uso, assim como infarto e convulsão. Há relatos, também, de usuários
que passaram a sofrer problemas psicológicos que antes não tinham, como
paranóia e alucinações. Quando consumidos com bebidas alcoólicas, são
capazes de levar a pessoa ao coma e à morte.
Tranqüilizantes
Em geral, são obtidos em farmácias, mas sempre com receita médica. Provocam
um estado de sonolência, aliviando tensões e ansiedade. O uso em doses
excessivas causa tonturas, confusão mental (delírios), falta de coordenação
motora, alterações psicológicas e insuficiência respiratória. A memória
fica prejudicada e corre o risco de ser afetada permanentemente em caso
de consumo prolongado. Paradas respiratórias e cardíacas são os perigos
para aqueles que utilizam tranqüilizantes injetáveis incorretamente. E,
assim como as anfetaminas, esse tipo de droga tem seus efeitos potencializados
quando associado ao álcool.
Inalantes e solventes
Existem vários produtos comerciais - como esmalte de unha, cola de sapateiro,
removedores de tinta e acetona - que contêm essas substâncias. Tornam-se
perigosos quando utilizados indevidamente, ou seja, inalados. Há ainda
outros tipos, como o lança-perfume (mistura de clorofórmio e éter) que,
tempos atrás, era socialmente aceito e largamente usado nos carnavais,
mas hoje proibido por lei. O teor de toxicidade de inalantes e solventes
é alto: eles são capazes de causar depressão e convulsões, também conduzindo
ao coma e à morte. As células cerebrais (neurônios) ficam bastante afetadas
pelo uso contínuo e prolongado - e as lesões muitas vezes tornam-se irreversíveis.
A inalação dessas substâncias gera taquicardia, podendo provocar parada
do coração, além de lesões na medula óssea, nos rins, no fígado e nos
nervos periféricos que controlam a musculatura. O contato com o líquido
ainda pode levar a queimaduras na pele e no interior dos órgãos (boca,
língua, traquéia).
Anabolizantes
Muitos jovens, desapontados com os lentos resultados dos exercícios físicos,
passam a fazer uso dessas substâncias para ganhar massa muscular e aumentar
a resistência física. A venda dessas drogas é restrita - em geral elas
são versões sintéticas do hormônio masculino testosterona, usadas em estágios
avançados de câncer, por exemplo, para ajudar o paciente a ganhar peso.
Várias farmácias vendem sem exigir receitas médicas, tornando-as de fácil
acesso. O consumo indevido, no entanto, traz inúmeros problemas ao usuário,
dos mais simples (espinhas, oleosidade na pele e aumento de pêlos) aos
mais graves (câncer no pâncreas e nos testículos e distúrbios cardíacos).
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