De
onde vêm, para onde vão
O corpo humano produz uma quantidade mínima das vitaminas de que precisa
para se manter saudável. Para se ter idéia, das 18 espécies que existem,
apenas três são produzidas 'espontaneamente' pelo organismo, ainda assim
em escala inferior às próprias necessidades - a D é sintetizada na pele
por meio dos raios solares e as B12 e K são 'fabricadas' pela flora intestinal.
A maior fonte vem mesmo da natureza. Os alimentos orgânicos (carnes, legumes,
grãos, verduras e frutas) são ricos nesses componentes essenciais à vida
- o que explica porque a alimentação balanceada é indicada para o bom
funcionamento do corpo. Esclarece também por que pessoas que fazem dieta
para perder peso, que têm alergia a leite ou são portadoras de doenças
crônicas, por exemplo, muitas vezes necessitam tomar suplementos vitamínicos.
Todas as vitaminas são solúveis em água (hidrossolúveis) ou em gordura
(lipossolúveis) que o organismo armazena. Dependendo da categoria em que
elas se enquadram, podem ter maior ou menor grau de absorção. O corpo
tem dificuldade de 'guardar' as hidrossolúveis porque são facilmente dissolvidas
e eliminadas, principalmente através da urina, no período médio de um
a quatro dias. Nessa categoria estão todas as do tipo B, e a mais
conhecida de todas - a C. Elas são absorvidas pelo intestino e transportadas
pelo sangue até os tecidos em que serão utilizadas. Quando ingeridas em
excesso, ficam armazenadas até uma quantidade limitada, mas sua maior
parte é mesmo 'jogada fora'. Já as lipossolúveis precisam da gordura para
entrar em ação. As vitaminas desse grupo (A, D, E e K) são processadas
pelo intestino com a ajuda dos sais biliares segregados pelo fígado, e
o sistema linfático as transporta às mais diferentes partes do organismo.
A medicina só percebeu a importância desses elementos no início do século
20. Acreditava-se que gorduras, carboidratos, proteínas e alguns sais
minerais (principalmente cálcio) eram tudo o que o homem precisava para
se manter sadio. Até que testes de laboratórios revelaram que era necessário
bem mais do que isso para viver bem e ter energia. Em não mais de 30 anos,
os cientistas identificaram todas as vitaminas que conhecemos hoje.
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