Viva Saúde
Enciclopédia - Novembro/2006
 
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Sala de Espera
Consultório Médico
Aconteceu Comigo
Raio x
Leveza à Mesa
Atividade física
Saúde Natural
Mundo Infantil
Olho Clínico
Mais Vitalidade
Onde Encontrar
Internet
 
Exclusivo assinantes
Fale conosco
Assine já
Anuncie
 

  O lado bom do colesterol
Saiba como se forma essa substância vital ao organismo, para que serve e o que ela é capaz de fazer por sua saúde. De quebra, confira as dicas dos especialistas para mantê-la na linha

POR JUREMA APRILE

Foto: Símbolo Imagens.Não se pode ficar sem colesterol. Esse lípide, uma substância gordurosa e sem odor, é básico para várias funções vitais do organismo. Em sua ausência não há produção de novas células, de hormônios sexuais, nem de vitamina D - essencial no metabolismo do cálcio, que por sua vez é importante na formação, conservação e regeneração de ossos. O fígado fabrica cerca de 70% do colesterol do corpo. Os 30% restantes vêm da alimentação - dos produtos de origem animal e das gorduras saturadas e transinsaturadas - e são absorvidos no intestino. "Isso corresponde a 600 mg por dia, o equivalente a quase três gemas de ovo", diz Durval Ribas Filho (SP), presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

É no excesso desse lípide, porém, que está a ameaça. Ao se acumular no sangue, ele forma placas de gordura - chamadas ateromas - que entopem as artérias e reduzem o fluxo sangüíneo para os tecidos. Trata-se da temida aterosclerose. "É como um gigantesco engarrafamento de trânsito, onde as vias estão congestionadas", compara o cardiologista Leandro Pomini (SP). No caso de bloquear uma artéria que fornece sangue para o coração, há risco de ataque cardíaco; se for uma que se dirige ao cérebro, o resultado pode ser um acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame.

O colesterol sangüíneo elevado age sorrateiramente, sem manifestar sinais da sua presença por muitos anos, e não faz qualquer distinção entre homens e mulheres, idosos ou crianças. No Brasil, mais de 68 milhões de pessoas têm o problema e, segundo um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, muitos sequer desconfiam. "A conscientização é algo recente. As grandes campanhas e estatísticas sobre o assunto datam dos últimos 15 anos", diz a cardiologista Tania Martinez (SP), diretora da Clínica de Dislipidemia do Instituto do Coração (Incor).

Quem nunca faltou às aulas de química sabe que óleo e água não se misturam. A mesma teoria se aplica ao colesterol, uma gordura, e o sangue, que é aquoso. Para ser transportado pela corrente sangüínea até as células, ele precisa ser 'empacotado' em proteínas especiais, as lipoproteínas. Há dois tipos de 'embalagens': a LDL (do inglês low-density lipoprotein), uma lipoproteína de baixa densidade, e a HDL (- high-density lipoprotein), de alta densidade. A primeira transporta a gordura para todas as células e pode entrar na parede das artérias, formando a aterosclerose. Por isso, o ideal é ter baixas taxas de LDL, não à toa conhecido como o mau colesterol. Já a lipoproteína HDL, a versão boa, ajuda a retirar o lípide das células e o leva de volta para o fígado, de onde poderá ser eliminado do organismo. Funciona como um aspirador: quanto maior a sua presença, melhor será a limpeza das artérias e, conseqüentemente, menor o risco de doenças cardiovasculares.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | Próxima >>


Faça já sua busca
no site da revista Viva Saúde


Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.