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Enciclopédia - Novembro/2006
 
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  Pele
Quanto ela mede? Como é definida sua cor? Quais são seus tipos? Como protegê-la? Confira a seguir curiosidades e novidades sobre o maior órgão do corpo humano

POR EULINA DUARTE

O TÍPICO BRASILEIRO

A dermatologista Lígia Kogos, de São Paulo, explica que, de modo geral, a pele do brasileiro é mista, não sensível, mais resistente ao envelhecimento, tem facilidade para se bronzear, porém possui tendência a problemas como acne, rosácea e poros dilatados. Por causa da pigmentação, pode apresentar ainda manchas e quelóides.

Bonita e saudável

A procura por um dermatologista geralmente só ocorre quando se detecta um problema estético - por exemplo, quando a pele descama, fica vermelha, apresenta rugas, manchas ou acne. O ideal, porém, é consultar esse profissional de forma preventiva, até para receber orientação dos produtos certos a serem utilizados. "Isso deve ser feito por volta dos 25 anos", aconselha a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo.

E os especialistas garantem que é possível ter uma pele sempre saudável com simples cuidados básicos. Além de limpeza e hidratação, hoje a receita de saúde e beleza envolve também o uso de filtro solar no dia-a-dia. As informações - atuais e bastante práticas - que você precisa para ter uma pele de pêssego estão aqui.

UMA NOVA CLASSIFICAÇÃO

A dermatologista americana Leslie Baumann, do Centro de Dermatologia Cosmética da Universidade de Miami, ganhou destaque mundial recentemente por ter classificado a pele humana em 16 tipos. Até então eram conhecidos apenas quatro:normal, seca, oleosa e mista. O sistema criado pela médica avalia os seguintes aspectos: pele seca ou oleosa; sensível ou resistente; pigmentada ou não e enrugada ou firme. Combinados, esses itens se transformam em 16.
Por exemplo: a pele pode ser oleosa, sensível, não pigmentada e enrugada; ou seca, sensível, pigmentada e firme.
No entanto, profissionais da área enxergam além dessa 'nova' tabela. "Ao examinarmos um paciente, levamos em conta inúmeros outros fatores, como genética, etnia, estilo de vida e problemas de saúde que influenciam a pele", diz a dermatologista Lígia Kogos, de São Paulo. "Isto pode nos levar a muitas outras classificações", afirma a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. A dermatologista Maria Fernanda Ierardi Ribeiro diz que, apesar de não ser novidade, com essa classificação, pelo menos houve sistematização de como abordar as características de hidratação, sensibilidade, pigmentação e tendência à formação de rugas.

Um novo sistema de avaliação da pele a classifica em: seca ou oleosa; sensível ou resistente; pigmentada ou não pigmentada e enrugada ou firme

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