Viva Saúde
Enciclopédia - Novembro/2006
 
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Sala de Espera
Consultório Médico
Aconteceu Comigo
Raio x
Leveza à Mesa
Atividade física
Saúde Natural
Mundo Infantil
Olho Clínico
Mais Vitalidade
Onde Encontrar
Internet
 
Exclusivo assinantes
Fale conosco
Assine já
Anuncie
 

  Muitos anos de vida...
Novas pesquisas derrubam os mitos associados ao envelhecimento e mostram que é possível amadurecer de bem com o mundo. Saiba o que fazer, década a década, para não temer o avanço do relógio

por Cristina Nabuco
fotos Fernando Gardinali
Realização Lia Guimarães

fotos Fernando GardinaliEm pouco mais de um século, a expectativa de vida dobrou graças ao controle das doenças infecto-contagiosas e à redução da mortalidade infantil. Quem nascia no Brasil em 1900 vivia, em média, 34 anos. Hoje, os brasileiros atingem em torno de 71 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dezembro de 2003. Com o avanço da medicina, os números devem subir ainda mais. O Núcleo de Estudos e Saúde do Idoso da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, estima que o país terá três milhões de pessoas na faixa de 80 anos em 2020 (em 2000 havia 1,8 milhão de octogenários). "Mas não basta estender a longevidade, as pessoas querem viver mais e melhor", destaca o geriatra Roberto Magalhães (SP), do Hospital e Maternidade São Camilo - Ipiranga.

Os cientistas ainda não conseguiram localizar o gene responsável pelo envelhecimento, nem formular a tão esperada poção da juventude. Em compensação, estão derrubando a idéia de que envelhecer é sinônimo de decadência física e mental. Estudos realizados em comunidades com um grande número de idosos ativos, caso de Veranópolis, na Serra Gaúcha, a cidade brasileira campeã de longevidade, mostram que hábitos saudáveis podem fazer a diferença.

É de pequenino que se torce o pepino
O que compromete a qualidade de vida não é o amadurecimento do corpo humano, um processo lento e gradual que se inicia por volta dos 25 anos, mas as doenças que incidem sobretudo nessa etapa e a perda da capacidade funcional (não conseguir se locomover, raciocinar, realizar tarefas) às vezes imposta por elas. "Livre de males, o cérebro e outros órgãos podem se manter totalmente ativos por décadas após os 50 anos. Bastam que sejam usados" , afirma o neurologista americano Bruce Yanker, da Escola de Medicina de Harvard.

Para alcançar esse objetivo, é necessário afastar os vilões que aceleram o relógio biológico. Quanto antes você se cuidar, melhores os resultados. "A prevenção deve começar na infância", ensina Magalhães. Mas nunca é tarde para dar o primeiro passo. Uma pesquisa publicada no Journal of the American Geriatrics Society constatou que até pessoas que só deixaram de ser sedentárias aos 80 anos tiveram melhoras no seu estado clínico. Os idosos avaliados se exercitavam em bicicletas ergométricas ou esteiras por cerca de 20 minutos, duas vezes por semana, e foram percebidos progressos entre os que apresentavam distúrbios como artrite e doença coronariana. Se tivessem começado anos antes, talvez esses males nem chegassem a se manifestar.

Fumo, sedentarismo, obesidade, dieta inadequada, sol em excesso e estresse: procure ficar o mais longe possível desses inimigos da saúde

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | Próxima >>


Faça já sua busca
no site da revista Viva Saúde


Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.