
É fundamental salientar, antes de tudo, que a responsabilidade pela eficácia do tratamento deve ser compartilhada sempre entre médico e paciente. E que se houver um controle eficaz dos níveis de glicose, por parte do paciente, seja na escolha dos alimentos que consome ou na monitoração correta do açúcar em seu sangue, será possível conviver com a doença por muitos anos, sem que surjam complicações graves como a nefropatia ou a retinopatia diabética.
TRÊS FORMAS DE CONTROLE
O tratamento dos diabéticos envolve, pelo menos, três aspectos importantes: dieta, exercícios e medicamentos.
Alimentação adequada: é fundamental para que o diabético tenha um metabolismo mais adequado. Isso contribui para normalizar a glicemia, diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, manter o peso saudável, prevenir complicações agudas e crônicas e promover a saúde geral do paciente. Na prática, para atender a esses objetivos, a dieta deve ser equilibrada como qualquer outra dirigida a pessoas saudáveis, respeitando as particularidades de cada diabético, no que diz respeito a idade, sexo, rotina de atividades físicas e até profissão e situação sócio-econômico-cultural.
PLANO ALIMENTAR
Deve incluir 50 a 60% de carboidratos, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas.
Os carboidratos simples, como açúcares, devem ser evitados. E os complexos (massas, pães, amidos, farinhas e tubérculos), ingeridos em cinco a seis porções por dia.
Cortar as gorduras saturadas presentes em carnes gordas, embutidos, frituras, laticínios integrais, molhos e cremes e alimentos refogados com excesso de óleo.
As proteínas devem corresponder a duas porções de carne ao dia.
A alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e sais minerais, o que é obtido pelo consumo de duas a quatro porções de frutas, três a cinco porções de hortaliças, e dando preferência a alimentos integrais.
Não é recomendável a ingestão de bebidas alcoólicas, especialmente por pacientes obesos, com aumento de triglicérides e mau controle metabólico.
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