Viva Saúde
Enciclopédia - Novembro/2006
 
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Diabetes
  Doce demais
O diabetes é a terceira maior causa de morte no mundo, superada apenas pelas doenças cardiovasculares e pelo câncer. Por isso, é preciso ficar atento e fazer exames periódicos antes até do surgimento dos sintomas

O problema pode ser silencioso e ficar um bom tempo sem dar sinal da sua presença. Ou, de repente, apresentar sintomas como sede intensa, perda de peso e fadiga. Ou ainda aparecer sob a forma de uma complicação muito mais grave. Frente a esse quadro, em geral, a suspeita do médico cai sobre o diabetes, principalmente se o paciente tem mais de 40 anos e está acima do peso.

A doença, considerada um problema crônico de saúde, não tem cura e exige controle pelo resto da vida e preocupa Seprofissionais por seu crescimento no mundo todo, tanto é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu a doença como epidêmica. Pesquisas revelam que o número de casos até 2025 deve chegar à casa dos 300 milhões em todo o planeta. Hoje, no Brasil existem cerca de 5 milhões e meio de diabéticos. Estimativas revelam que até 2025 eles serão 11,6 milhões.

A maior incidência do diabetes, cerca de 11%, atinge os indivíduos na faixa etária de 30 a 69 anos. E a probabilidade de se contrair a doença também cresce conforme aumenta idade. O estilo de vida sedentário, a dieta calórica e o envelhecimento da população são os fatores que melhor explicam a presença desses números alarmantes. Para preocupar ainda mais os médicos, muitas vezes o diagnóstico só é feito quando surgem complicações sérias.

Excesso de açúcar
O diabetes caracteriza-se pela incapacidade do organismo, mais precisamente de uma glândula chamada pâncreas, de produzir insulina, hormônio fundamental para que haja a queima de glicose. O resultado dessa perda de capacidade são as altas concentrações de açúcar no sangue. Em muitos casos, o organismo até produz a insulina, mas não consegue usá-la corretamente, o que se denomina resistência à insulina. Considerada uma doença metabólica grave, se não for controlada adequadamente, em longo prazo, ela pode trazer danos a vários órgãos.

Para saber mais sobre a doença, o primeiro passo é entender o papel da insulina no organismo. A insulina é um hormônio fabricado pelo pâncreas que tem a responsabilidade de controlar as taxas de açúcar no sangue. Quando uma pessoa ingere carboidrato, um doce ou uma fatia de pão, por exemplo, o nutriente passa por um processo metabólico e se transforma em glicose que cai na corrente sangüínea. Por essa via, a glicose é levada para dentro das células do organismo e ser transformada em energia.

Nesse momento, a insulina exerce papel fundamental. Pense em uma chave que emperra na fechadura. Ou um carro com o tanque cheio de combustível, mas com problemas na bomba injetora de gasolina. O organismo de um diabético trabalha de forma parecida a esses dois mecanismos. Semelhante a uma chave que emperra na fechadura, no diabético às vezes a insulina também não facilita a entrada da glicose nas células. Da mesma maneira, o carro com defeito na bomba injetora (insulina) também não sairá do lugar, embora o tanque esteja cheio de combustível (glicose). Como não consegue ir para onde deveria, a glicose fica circulando na corrente sangüínea, aumentando assim os níveis de açúcar no sangue. Quando isso acontece, os médicos dizem que o paciente entrou em um quadro de hiperglicemia.

Essa hiperglicemia, quando permanente, é que lesa os pequenos e os grandes vasos sangüíneos, levando a graves complicações do diabetes.


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