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Enciclopédia - Novembro/2006
 
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  O que é hipertensão
Também chamada de pressão alta, a doença corresponde à elevação da pressão arterial para números acima dos valores considerados normais. Conheça um pouco mais sobre esse mal que ameaça sua saúde em silêncio

Se há uma doença cujo diagnóstico é fácil e o tratamento não depende de grandes tecnologias, mas apenas do envolvimento e compromisso de médicos e pacientes, ela se chama hipertensão. Apesar disso, a dificuldade de tratamento exerce grande impacto nos índices de mortalidade e incapacidade. Como não apresenta sintomas na maioria dos casos, muitas vezes só vem à tona quando um grave problema de saúde cardiovascular ou cerebral identifica na pressão arterial elevada o maior responsável pelo quadro agudo. É por essa discrição característica que os médicos recomendam a medição a cada seis meses para as pessoas com histórico familiar da doença. Para os demais, uma vez ao ano.

Mas, afinal, o que significa esse mal? Para começar, vamos entender o básico: o coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de vasos de maior calibre chamados artérias. Quando o sangue é bombeado, ele é 'empurrado' contra a parede dos vasos sangüíneos. A tensão gerada na parede das artérias é denominada pressão arterial. Essa pressão está sujeita a uma série de variações: fatores de estresse físico e mental (tecnicamente chamados neurohumorais), comportamentais e ambientais.

Entenda as medidas

A hipertensão arterial ou pressão alta é a elevação da pressão arterial para números acima dos valores considerados normais (maior ou igual a 140/90 mmHg). Estes índices podem causar lesões em diferentes órgãos como cérebro, coração, rins e olhos.

Quando a pressão arterial é medida, dois números são registrados. O maior, chamado pressão arterial sistólica, é a pressão do sangue nos vasos, quando o coração se contrai para impulsionar o sangue para o resto do corpo. O menor, chamado pressão diastólica, é a pressão do sangue nos vasos quando o coração encontra-se na fase de relaxamento (diástole).

O sinal vermelho dispara depois que o esfigmomanômetro (aparelho específico utilizado em consultas rotineiras) registra uma pressão igual ou acima da máxima recomendada pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), ou seja, 140 mmHg (milímetros de mercúrio) por 90 mmHg - ou 14 por 9 na linguagem comum. Nessa hora, a dificuldade dos médicos é convencer o paciente de que irá precisar de tratamento. "A hipertensão não é considerada assassina silenciosa à toa. Ela é assintomática e a maioria das pessoas demora de 10 a 15 anos para descobri-la. Sinais de tontura e dor de cabeça relatados pelos pacientes ocorrem quando a doença já está instalada há tempos", explica o médico Artur Beltrame, da SBH

A Síndrome Metabólica

O que torna a pressão alta tão perigosa é a dificuldade em se reconhecer sua causa, principalmente porque mais de um fator pode estar envolvido no mau funcionamento do sistema de irrigação sangüínea. Segundo Décio Mion, do Hospital das Clínicas de São Paulo, em mais de 90% dos casos, o distúrbio está relacionado de uma só vez à herança genética, má alimentação (abuso de sal e gordura), consumo excessivo de álcool, tabagismo e peso extra. Por isso se manifesta geralmente na fase adulta e, dependendo do grau de elevação e do empenho do doente para ter uma saúde mais equilibrada, pode regredir com adoção de melhores hábitos.

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