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Peça fundamental: Corpo sadio Ao combater as causas físicas da falta de desejo, o organismo costuma reagir positivamente. Daí para o entusiasmo sexual voltar é um passo...
por Jurema Aprile Fotos: Fernando Gardinali
As causas emocionais da falta de libido podem ser resolvidas com o resgate
dos sentimentos e do diálogo. As orgânicas - que correspondem a cerca
de 10% das reclamações sobre problemas sexuais nos consultórios - também
têm solução. O diagnóstico é fácil de ser feito e a saída está ao alcance
de todos. A queixa mais comum refere-se ao ciclo menstrual. A mulher tem
oscilações hormonais durante todo o mês, que intensificam e diminuem seu
desejo.
Isso depende ainda dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM): a libido
nesse período é influenciada por tudo o que incomode - cólica, inchaço,
irritação e mudanças repentinas de humor, por exemplo. Em compensação,
na fase fértil há mais estrogênio (hormônio feminino) circulando no sangue
e a excitação torna-se mais fácil.
| As
razões orgânicas da falta de libido - cerca de 10% das reclamações
sobre problemas sexuais nos consultórios - são fáceis de serem diagnosticadas
e tratadas |
Dores atrapalham
Sensação de mal-estar e dor são outros fatores que zeram o desejo de qualquer
um. "Uma das causas na mulher pode ser a endometriose, uma afecção da
mucosa que recobre a face interna do útero. Por isso, as visitas periódicas
ao ginecologista são importantes", diz Elisabete Almeida (SP), especialista
em Educação e Prevenção Médica. É preciso ainda ter cuidados especiais
com as doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs. Isso vale para homens
e mulheres. "Candidíase, clamídia, gonorréia e todas as que envolvem processos
inflamatórios na região genital se enquadram nessa definição", diz Rosana
Simões, ginecologista-chefe do Ambulatório de Sexualidade Feminina da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O uso da camisinha, portanto,
é fundamental, inclusive para evitar contágio por doenças mais graves
como hepatite C, Aids e HPV, um vírus considerado precursor do câncer
de colo de útero.
Ginástica
sexual |
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E o orgasmo, quem diria, pode evitar uma operação cirúrgica
para recompor a musculatura da pelve. Ao menos para as mulheres que
fazem ginástica para o assoalho pélvico no Hospital do Servidor Público
Municipal de São Paulo, com o intuito de tratar a incontinência urinária.
Elas fazem a terapia como parte do pré-operatório - e muitas se curaram
apenas com os exercícios. "Embora o projeto seja para a saúde, tornou-se
uma educação sexual para as pacientes que desconheciam o prazer pela
estimulação do clitóris. Na verdade, desconheciam até esse órgão",
diz Adriana Gimenez, fisioterapeuta do HSPM. Explica-se: um dos exercícios
consiste em se masturbar para atingir o orgasmo e, com os espasmos,
fortalecer os músculos da pelve. A prática ajuda a mulher a entrar
em contato com sua percepção da musculatura vaginal e abre canais
para a descoberta de sensações prazerosas, podendo aumentar a sensibilidade
e a lubrificação. Também melhora o contato com o pênis no momento
da relação sexual. Tudo isso em conjunto pode aumentar o desejo e
colaborar para se chegar ao orgasmo. |
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