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Enciclopédia - Novembro/2006
 
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  Enxaqueca, mais do que uma dor de cabeça
A doença atinge o ser humano desde a pré-história, mas o estilo de vida moderno contribuiu muito para aumentar o número de vítimas e as crises - sendo uma das principais causas de faltas no trabalho. Descubra o que é, quais os sintomas e como tratar o tipo mais comum de cefaléia

POR EULINA OLIVEIRA
FOTOS FERNANDO GARDINALI


4 MITOS SOBRE O MAL
 

1 Enxaqueca é psicológica
As emoções não são a causa, apenas o gatilho que dispara essa dor de cabeça latejante, resultado de uma disfunção bioquímica cerebral hereditária. Prova disso é que mesmo sensações positivas, como uma súbita alegria, podem desencadear uma crise.

2 Se não houver náuseas nem vômitos, não é enxaqueca
Embora os enjôos quase sempre acompanhem os quadros, os vômitos não são comuns. Portanto, apenas essas duas reações não são suficientes para validar ou invalidar o diagnóstico dessa dor pulsante.

3 Trata-se de um problema de pessoas ricas
Pobre tem dor de cabeça; rico, enxaqueca - dizem por aí... Mas estudos realizados em vários países revelam que as condições sociais, econômicas ou culturais do paciente são irrelevantes. O que realmente predispõe um indivíduo à enxaqueca é somente sua herança genética.

4 O mal tem sua origem no fígado
Na Grécia Antiga, acreditava-se que o fígado era o órgão mais importante do corpo humano e, por isso, acabava levando a culpa por vários problemas de saúde, como boca amarga, tonturas e mal-estar geral, além da enxaqueca. Hoje se sabe que não corresponde à verdade. As doenças do fígado são especialmente hepatite, cirrose e câncer.

Fonte: Dor de cabeça - Um guia para entender as dores de cabeça e seus tratamentos, Prestígio Editorial

   

MULHERES SÃO AS MAIORES VÍTIMAS

Não é desculpa. A enxaqueca atinge, sim, mais o sexo feminino do que o masculino, uma vez que mulheres estão sujeitas a desequilíbrios hormonais capazes de interferir na química cerebral. "A relação é de três a quatro vítimas mulheres para cada homem", afirma o clínico Alexandre Feldman.

"A melhor explicação para essa diferença é o fato de a região cerebral que produz a dor de cabeça ser a mesma da menstruação", afirma o neurocirurgião Edgard Raffaelli Jr., fundador das Sociedades Brasileira e Internacional de Cefaléia e co-autor dos livros Dor de cabeça - Um guia para entender as dores de cabeça e seus tratamentos (Prestígio Editorial) e Dor de cabeça, o que se diz. o que se sabe. (Editora Lemos). "O cérebro do homem só fabrica testosterona, enquanto o das mulheres sofre duas modificações por mês. Durante uma fase produz estrógeno (estimulante do Sistema Nervoso Central) e, na outra, progesterona (calmante). Essa mudança afeta o sistema límbico, que estimula a produção dos hormônios sexuais, podendo desencadear as crises de enxaqueca", explica Rafaelli.

"Em geral, nas mulheres, a doença se manifesta na primeira menstruação, melhora na gravidez e cessa na menopausa", explica a neurologista Célia Roesler. Durante a gestação, há uma redução nas crises, porque a placenta produz mais progesterona. Já na menopausa, a doença tende a desaparecer, porque há diminuição tanto da progesterona quanto do estrogênio. "Porém, com a reposição hormonal, pode haver piora do quadro, por causa da ação estrogênica", alerta o médico Alexandre Feldman.

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