
Cultivada e consumida em larga escala na Ásia há pelo menos cinco mil anos, a soja vem conquistando cada vez mais adeptos no mundo ocidental. Não à toa: vários estudos comprovam sua eficiência na prevenção de uma série de doenças. Essas pesquisas, aliás, iniciadas há 30 anos, foram motivadas pela baixa incidência de determinados males na população oriental. Por isso, a soja deixou de ser um produto restrito a consumidores vegetarianos e já é aceita na mesa de todos aqueles preocupados com a saúde e o bem-estar.
A indústria também despertou para o mercado em potencial que a soja representa - o Brasil é o segundo produtor mundial -, e cada vez mais novos produtos à base do grão são lançados, nas mais variadas formas. "A soja é considerada um alimento funcional porque, além de funções nutricionais básicas, produz efeitos benéficos à saúde. É rica em proteínas e possui isoflavonas (hormônios vegetais ou fitohormônios) e ácidos graxos insaturados que têm ação na prevenção de algumas doenças crônicas e degenerativas", explica a nutricionista Fabíola Estela Domingues, de São Paulo.
Seu consumo regular ainda auxilia na redução dos riscos de câncer, na diminuição dos níveis de colesterol ruim, na prevenção da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e da osteoporose, no alívio dos sintomas indesejáveis da menopausa e no controle do diabetes. E tem mais: segundo a nutricionista Liliana Bricarello, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), ao recorrer a alimentos derivados da soja, o indivíduo passa a consumir menos gordura saturada e colesterol, o que é fundamental para a prevenção de males cardiovasculares. A importância da soja na prevenção de doenças, inclusive, será tema do XIII Simpósio de Nutrição em Cardiologia, que acontecerá em maio, em Campos do Jordão (SP).
Mas qual é a ingestão diária ideal? Para se obter todos os benefícios que o grão pode fornecer, o Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta a produção de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, recomenda o consumo de 25 g de proteína de soja - o que corresponde a 60 g do grão (cerca de 250 calorias).
De acordo com a nutricionista Fabíola Estela Domingues, homens e mulheres saudáveis de qualquer idade podem comer soja. "Porém, pessoas que apresentam hiperuricemia (ácido úrico elevado) devem consumir com moderação", aconselha. Em tempo: também há relatos de alergia ao grão, daí a necessidade do acompanhamento de um profissional especializado na hora de montar um cardápio equilibrado.
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